O jogo começa exatamente como se esperava: Inter com bola desde o primeiro segundo, instalada no meio-campo ofensivo e um Torino confortável em baixar linhas, fechar espaços e esperar pelo erro. Nem houve aquela pressão inicial típica de jogos grandes, foi logo ataque posicional contra bloco organizado.
O Torino pressiona de forma básica, sem subir muito, tentando apenas cortar linhas de passe e forçar decisões rápidas. A Inter tem posse, mas não acelera. Controla, circula, mas cria pouco. O primeiro remate aparece cedo, com Bonny a girar e a finalizar fácil para Paleari, mais como aviso do que como perigo real. Carlos Augusto ainda tenta desbloquear o jogo com um remate fora de área cheio de intenção que acaba no travessão e até aí, o lance mais perigoso do jogo.
O jogo é morno durante largos minutos, até que a Inter encontra o golo aos 35. Kamaté ganha pela direita, vai à linha final e cruza tenso. Bonny, posicionado na pequena área, cabeceia para dentro. Golo justo no contexto do jogo, mesmo sem grande brilho.
A segunda parte começa com uma Inter mais direta e o 2-0 surge cedo. Thuram faz tudo bem no lance, protege, ganha espaço e mete a bola onde tem que meter. Diouf ataca o espaço com fome e marca o primeiro golo da sua carreira pela Inter. Jogo aparentemente controlado.
Mas a vantagem dá uma falsa sensação de segurança. A Inter baixa ligeiramente a intensidade, o Torino ganha coragem e chega ao golo. Pedersen cruza, Josep Martínez sai mal e Kulenović aproveita a baliza aberta para reduzir. Um erro claro do guarda-redes que relança o jogo.
Daí até ao fim, o Torino acredita. Não se fecha, tenta empatar, força bolas na área, tem até um golo anulado por fora de jogo. A Inter controla como pode, mais pela experiência do que pela qualidade e segura o resultado até ao apito final.
Pós-jogo
A Inter segue em frente na Coppa Italia, mas não fez uma exibição tranquila. Teve bola, teve controlo em vários momentos, mas nunca conseguiu matar o jogo.
O Torino sai eliminado, mas de cabeça levantada. Competiu da maneira que pôde, marcou dois golos, embora um anulado, criou perigo e mostrou porque este tipo de jogo a eliminar nunca é tão simples como parece no papel.
Diouf vive uma noite especial com o primeiro golo pelo clube, Thuram foi decisivo nos movimentos e Josep Martínez quase complicou tudo com uma saída desastrosa. Do outro lado, o Torino paga caro a falta de frieza nos minutos finais.
A Inter avança, mas fica o aviso: controlar não chega. É preciso decidir melhor.
