Al Nassr 1 – 2 Al Qadsiah

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O jogo colocava frente a frente duas das melhores equipas desta temporada da Saudi Pro League, mas com contextos bem diferentes. O Al Nassr chegava pressionado, depois de dois resultados negativos, sabendo que só a vitória interessava, até porque o Al Hilal já tinha ganho e, em caso de triunfo, ficaria apenas a um ponto da liderança. Havia até um paralelismo curioso com o Arsenal de épocas recentes: muito tempo no topo, tudo parecia controlado, até o “tubarão” começar a morder por trás. No caso do Al Nassr, esse tubarão chama-se Al Hilal.

O Al Nassr entrou forte. Logo nos primeiros minutos, Cristiano Ronaldo tentou de fora da área, Coman atacou a profundidade e a equipa deu sinais claros de que queria resolver cedo. Mas essa intensidade durou pouco. Passados os primeiros cinco minutos, o jogo começou a equilibrar-se… e depois a fugir. A equipa teve dificuldades em assumir a posse como é habitual, passou largos períodos a fechar espaços e a reagir em vez de impor. Algo pouco comum neste Al Nassr.

E mesmo quando criava, as decisões no último terço eram más. Ângelo teve uma ocasião clara dentro da área e não rematou. João Félix, num 2 contra 1, preferiu complicar. Cristiano falhou uma finalização à queima-roupa. Criava-se… mas não se matava. Faltava frieza, clareza e convicção.

Aos 51 minutos acontece o momento que define o jogo. Nawaf recebe a bola longe da baliza e, sem qualquer necessidade, tenta resolver sozinho. Hesita, decide mal e oferece um golo feito ao Al Qadsiah. Um erro infantil, daqueles que gelam um estádio inteiro. A equipa sente imediatamente o golpe, perde confiança e critério.

O segundo golo nasce já num Al Nassr emocionalmente desorganizado. Yahya falha, Quiñones vai à linha, Retegui remata, Nawaf ainda defende… mas Nández aparece para o ressalto. 2-0. Castigo máximo para uma equipa que, em poucos minutos, passou do controlo emocional ao caos.

O Al Nassr ainda tenta reagir. Cristiano reduz de penalti, o estádio acorda e por breves minutos parece possível ir buscar algo. Mas é uma reação mais emocional do que racional. A equipa empurra, sem paciência, sem critério, a viver de cruzamentos e insistência. Wesley entra mal, João Félix continua desligado do jogo e até Cristiano, nos minutos finais, já demonstra frustração com a falta de crença à sua volta.

Pós-jogo

Derrota que dói, não só pelo resultado, mas pela forma. O Al Nassr perde um jogo que nunca devia perder e fá-lo às custas dos seus próprios erros. Quando estás a lutar pelo título, erros destes não são só falhas, são sentenças.
O momento do jogo é óbvio: o golo sofrido após erros grotesco de Nawaf. Cristiano Ronaldo “salva-se” com mais um golo, o de nº958, frio e certeiro da marca do pénalti, mas isso só não chega.
João Félix voltou a desiludir, decisões más, pouca objetividade e um impacto quase nulo. Coman e Cristiano também não estiveram ao nível esperado durante uma grande parte do jogo.
A substituição do Ângelo é difícil de entender: ele estava a ser o jogador mais inconformado, o único a criar desequilíbrios constantes. Era um jogo para ganhar e saíram de mãos vazias.

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