Neste Al Nassr vs Al Najma analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
No papel, era mais um jogo de rotina. Na prática, o Al Nassr complicou aquilo que parecia impossível contra o Al Najma, último classificado. E só resolveu quando o talento individual decidiu aparecer.
O início até trouxe um aviso estranho. O Al Najma, sem medo, encontrou espaço cedo, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa do Al Nassr. Nada de muito perigoso, mas suficiente para mostrar que o jogo não ia ser tão automático quanto se esperava. Do outro lado, o Al Nassr tinha bola, mas não tinha ideias. Circulava, tentava pelos corredores, mas sempre com falhas no último passe. Muito volume, mas pouca qualidade.
E isso começou a irritar. O jogo ofensivo era previsível. Faltava criatividade, faltava ligação, e contra uma equipa frágil, isso não é aceitável. Houve remates, aproximações, mas quase sempre mal definidas. E quando não resolves, arriscas.
Aos 44 minutos, o castigo chegou. Num lance confuso, mal resolvido defensivamente, o Al Najma marca e silencia o estádio. Um golo que expõe tudo: desorganização, falta de concentração e alguma arrogância no controlo do jogo. E aqui entra opinião: sofrer deste adversário, em casa, não pode acontecer.
Mas se há algo que esta equipa tem, é capacidade de resposta imediata. Golo de Al-Hamdan já no tempo de compensação, o empate surge de forma pouco bonita, quase empurrado, mas suficiente para desbloquear emocionalmente. E logo a seguir, aos 45+9, aparece Sadio Mané, com um lance individual que termina com alguma sorte, mas também com intenção. Em dois minutos, o jogo vira. E isto é o Al Nassr: mesmo sem jogar bem, resolve rápido.
Só que a segunda parte começa com mais um choque. Logo aos 47, Al Najma empata novamente, aproveitando espaço e alguma passividade defensiva. E aqui já não é só surpresa: é problema. Uma coisa é sofrer um golo isolado, outra é permitir dois a uma equipa destas.
O jogo entra numa fase estranha, mais aberto do que devia. E aí, aparece o momento que define tudo. Aos 56, Cristiano Ronaldo empata de pénalti, com a frieza habitual. Sem brilho, mas com eficácia. E a partir daí, sente-se que o jogo começa finalmente a cair para o lado esperado.
O golpe final de Cristiano chega aos 73 minutos. Jogada simples, ataque rápido, e Ronaldo novamente a decidir. Domínio, calma e finalização limpa para o 4-2. Um regresso com impacto, como nos acostumou.
No fim, Salem recebe na corrida, passa para o segundo poste e Mané encosta para o 5-2.
Pós-jogo
Vitória importante para o Al Nassr, que mantém a sequência, mas deixa alguns sinais preocupantes, especialmente defensivamente. Não pode subestimar o adversário e “adormecer”.
Cristiano Ronaldo regressa e decide. Mais uma vez. Mesmo sem espetáculo, continua a ser o fator diferenciador.

