Como 1 – 3 Milan

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O jogo colocava frente a frente duas das grandes surpresas da Serie A. O Como, sólido em casa e cada vez mais confortável com a identidade de Cesc Fàbregas, queria manter-se vivo na luta pelo top 4. Do outro lado, um Milan pragmático, nem sempre convincente, mas extremamente eficaz nos momentos decisivos e com olhos postos na liderança. O contexto prometia equilíbrio.

O Como entra melhor e assume o controlo desde cedo. Pressiona bem, circula a bola com critério e não mostra qualquer tipo de respeito excessivo pelo Milan. Aos 10 minutos, a boa entrada é recompensada: jogada ensaiada, cruzamento bem medido e Kempf ganha no ar a Fofana para fazer o 1-0. Mesmo depois do golo, o Como não recua. Mantém posse, continua a incomodar e empurra o Milan para trás.

Durante grande período da primeira parte, o Milan simplesmente não existe ofensivamente. Linha de pressão fraca, pouca intensidade e zero criatividade. O Como cria mais, remata mais e obriga Maignan a ser decisivo em várias ocasiões, especialmente em lances de Da Cunha, Nico Paz e Douvikas. Nico Paz, como quase sempre, é o cérebro e o motor: aparece entre linhas, remata, cria e insiste.

Quando o intervalo se aproximava com justiça total no marcador, surge o lance que muda tudo. Rabiot ganha na corrida, há contacto, o árbitro marca penálti e o VAR confirma. Nkunku converte, não da melhor forma, mas o suficiente para empatar. Um castigo pesado para o Como, que tinha sido claramente superior na primeira parte.

A segunda parte começa no mesmo registo: Como por cima, Nico Paz a testar Maignan novamente e o Milan confortável em não ter bola. Mas aos 55 minutos, numa das poucas transições bem executadas, o Milan vira o jogo. Leão conduz, atrai, temporiza e encontra perfeitamente Rabiot na desmarcação. Domínio de peito, finalização limpa e 2-1 contra a corrente do jogo.

A partir daí, o padrão não muda muito. O Como continua a carregar, continua a criar e continua a esbarrar num Maignan em modo muralha. Bolas no travessão, remates difíceis, insistência constante — mas falta o golo. O Milan, mesmo a vencer, não convence. Joga pouco, cria pouco, mas gere o resultado com frieza.

Já perto do fim, Rabiot volta a aparecer. Recebe fora da área, puxa para o pé esquerdo e coloca a bola no canto inferior, um remate de execução perfeita que fecha o jogo em 3-1. Um resultado pesado para quem viu o jogo.

Pós-jogo

O resultado é mentiroso. O Como fez um belo jogo, dominou largos períodos, criou mais e foi claramente superior em termos de futebol jogado. Faltou eficácia, faltou um pouco mais de frieza no último gesto e sobrou Maignan, que foi decisivo.
O Milan venceu porque é isto que as grandes equipas fazem: sobrevivem quanto estão mal e matam quando têm a mínima oportunidade. Foi um jogo fraco do Milan em termos coletivos, salvo exceções claras como Maignan e Rabiot, que decide com dois golos e um peso enorme nos momentos chave.
Nico Paz sai sem golo, mas com mais uma exibição absurda. É impossível ignorar o nível que apresenta semana após semana. O Como 1907 perde, mas sai reforçado na ideia, na identidade e na certeza que pode competir com qualquer um.
Já o Milan soma 3 pontos de ouro e aproxima-se do topo.

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