Salah não pode jogar na MLS? | Opinião

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Ibrahim Hassan, diretor da seleção nacional do Egito, diz que o Salah deve permanecer na Europa ou ir para a Arábia Saudita e esquecer a ideia da MLS. Como ele diz: “Na MLS, ele estaria demasiado afastado dos holofotes. Não se lembrariam mais de Salah, tal como eu já não me lembro de [Lionel], agora. Nem sequer tento vê-lo”.

O facto é que o Salah já não tem espaço no topo europeu, na minha opinião. No topo mesmo, ele já não tem capacidade e, se for para clubes de médio nível, pede um salário demasiado alto para aquilo que entrega neste momento. Não compensa. Assim sendo, e não baixando o salário, o caminho tem que ser um mercado alternativo: Arábia Saudita, Estados Unidos ou Egito.

O que o Ibrahim diz sobre a MLS também se aplica ao Egito, e até de forma mais forte. Porque na MLS ainda se sabe alguma coisa, ainda há algum mediatismo. No Egito, basicamente só se fala do domínio do Al Ahly, tanto a nível nacional como continental.

Se fosse eu, também preferia a Arábia Saudita à MLS. E aí o Ibrahim não está errado quando fala de “estar longe dos holofotes”. Mas exagera completamente quando mete o Messi ao barulho. Onde o Messi está, há atenção. O que ele faz, bom ou mau, gera audiência. É por isso que é o rosto da MLS, tal como o Cristiano é o rosto da Arábia. Esses dois vão sempre trazer isso.

O que realmente muda é o resto da liga. Os outros clubes importam, quem está lá importa. Lloris e Son foram para o Los Angeles e quase ninguém sabe como estão a jogar. O mesmo vale para Reus, Muller, Zaha e outros nomes que um dia foram muito falados, mas que hoje muita gente já trata como se tivessem desaparecido. Já na Saudi Pro League, tu sabes quem está lá. Principalmente no top 4, com algumas exceções, há muito mais nomes relevantes. E isso traz mais atenção, mais audiência.

Como eu disse, não estou a falar do Inter Miami ou do Al Nassr, porque esses são seguidos a nível mundial. Mas o resto das equipas nas duas ligas tem uma diferença clara em termos de nomes e impacto. E nesse ponto, o Ibrahim Hassan tem razão.

Agora, claro, exagerou para virar notícia. Porque ninguém no futebol “se esquece” do Messi. O mundo sabe perfeitamente o que ele ainda gera.

Conclusão

Ibrahim Hassan está certo numa parte, mas estragou a frase ao exagerar. A Saudi Pro League tem mais holofotes que a MLS e isso é difícil de debater. Eu, se fosse o Salah, ia para a Saudi Pro League. Mas essa decisão também vai depender do clube que ele escolher, porque fora de 4 ou 5 opções é o mesmo que cair no vazio do esquecimento.

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