Alemanha 4 – 0 Finlândia | Análise

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Neste Alemanha vs Finlândia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Começam os amigáveis e, para a Alemanha, isto é menos sobre o resultado e mais sobre perceber o que realmente é esta equipa. E isso por si só já diz muito. Uma seleção deste tamanho não entrar num Mundial como favorita é estranho, mas é a realidade atual. Do outro lado, uma Finlândia organizada, mas com claras limitações.

A Alemanha entrou com bola, como esperado. Construção a três, muita posse, muito controlo. Mas controlo não é sinónimo de perigo. A equipa tinha presença no meio-campo ofensivo, mas faltava decisão no último terço. Criava, mas não finalizava bem. Hrádecký ainda apareceu cedo a evitar um golo quase certo num lance de confusão na área, mostrando logo que, apesar do domínio, não ia ser tudo automático.

A Finlândia defendia bem, compacta, e tentava aproveitar erros. Não criava muito, mas também não deixava a Alemanha confortável perto da área. Houve um ou outro momento, com Lod a dar algum desequilíbrio na linha, mas sempre sem consequência real. Era um jogo controlado pela Alemanha, mas sem grande brilho.

O golo que desbloqueia surge aos 34’. Canto curto, Kimmich tem espaço para cruzar e Undav aparece completamente sozinho dentro da área. Cabeceamento simples, sem sequer precisar de saltar. Erro claro de marcação de Mahuta, que facilita tudo. 1-0. Até ao intervalo, manteve-se o mesmo padrão: Alemanha por cima, mas a complicar decisões simples, muitas vezes a forçar o passe quando o remate era a melhor opção.

A segunda parte começa e o jogo praticamente acaba logo aos 48’. A Finlândia tenta sair a jogar dentro da sua área, Markhiev falha o passe, Undav pressiona, corta e oferece o golo a Wirtz. É um erro grave, daqueles que não podes cometer a este nível. 2-0.

A partir daí, a Finlândia tentou subir, mas sem qualidade para incomodar. E ao subir, abriu espaço. Antes disso, Lennart Karl já tinha deixado um aviso ao atirar ao poste depois de uma boa jogada individual. E aos 57’, volta a aparecer: conduz com qualidade e mete um passe perfeito para Undav, que finaliza sem dificuldade. 3-0. Um jogo muito forte de Undav, sempre ligado aos lances.

Aos 63’, mais um golo. Jogada criada em pouco espaço, qualidade, a bola sobra para Pavlovic que solta em Musiala. Ele ajeita e remata colocado ao primeiro poste. 4-0. Aqui já não havia jogo. Só gestão.

A Alemanha baixou o ritmo, deixou a Finlândia ter mais bola, mas sempre sem perigo real. Controlou sem esforço, como se o jogo já estivesse fechado, e estava mesmo.

Vitória clara, mas que não deve iludir totalmente. Houve domínio, houve momentos bons, mas também houve erros forçados pelo adversário e alguma falta de objetividade em vários momentos do jogo.

Pós-jogo

Vitória tranquila da Alemanha, construída mais na superioridade natural e nos erros da Finlândia do que numa exibição brilhante.
Do lado da Finlândia, equipa organizada defensivamente durante algum tempo, mas que caiu com erros próprios. Hrádecký ainda evitou um resultado mais pesado.

Estatísticas no final do jog

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