· 2 min de leituraNeste EUA vs Paraguai analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Os Estados Unidos entraram no Mundial com tudo aquilo que se esperava: intensidade, responsabilidade e a noção clara de que, em casa, há pouco espaço para facilitar. Do outro lado, um Paraguai que até chegou com mérito, mas que rapidamente mostrou as suas limitações perante uma equipa mais preparada e com outra qualidade.
O jogo praticamente começa com um murro na mesa. Aos 7’, contra-ataque rápido pela esquerda, Pulisic arranca com qualidade, passa por um adversário com facilidade e solta para McKennie. O médio mete a bola na área e, na tentativa de cortar, Damián Bobadilla acaba por desviar para a própria baliza. Um lance que resume bem o início: agressividade dos EUA e nervosismo do Paraguai.
A partir daí, o cenário complica-se totalmente para os sul-americanos. A equipa já não pressionava muito e, em desvantagem, continua sem conseguir subir linhas com qualidade. Os EUA, pelo contrário, controlam com bola, sem pressa, mas sempre perigosos, sobretudo pelos corredores laterais, onde Pulisic e Dest causavam constantes problemas.
Ainda houve um aviso com um golo anulado a Balogun, numa jogada em que Pulisic aparece em fora de jogo antes de assistir. Mas o segundo golo acaba mesmo por chegar pouco depois. Robinson lança Pulisic na esquerda, o extremo conduz com espaço e, já dentro da área, oferece praticamente o golo a Balogun, que só tem de encostar. 2-0.
O domínio era total e o Paraguai não conseguia reagir. Sem pressão, sem bola e sem ideias, limitava-se a tentar fechar espaços, mas sempre com dificuldades. E antes do intervalo, surge o momento mais marcante do jogo. Já nos descontos da primeira parte, Tillman coloca a bola na desmarcação de Balogun, que segura, encara Gustavo Gómez, puxa para dentro com classe e dispara para o ângulo. Um golo de grande nível, individual, que mata praticamente o jogo.
A segunda parte trouxe um Paraguai ligeiramente mais solto, mas nunca verdadeiramente perigoso de forma consistente. Ainda assim, consegue reduzir aos 73’, num lance direto: bola longa do guarda-redes, duelo físico ganho, Enciso segura de frente para a baliza e solta na esquerda para Maurício, que finaliza com eficácia. Um golo simples, mas que nasce daquilo que o Paraguai melhor conseguiu fazer: jogo direto.
Mesmo assim, nunca houve sensação de recuperação. Os Estados Unidos continuaram mais próximos de marcar do que de sofrer. Foram gerindo, criando aqui e ali, e mantendo o controlo emocional do jogo.
O fecho chega já nos descontos, aos 90+8’, e é um momento de qualidade pura. Troca de bola à entrada da área e Giovanni Reyna, com espaço, decide de trivela, colocando a bola no fundo da baliza com enorme classe. 4-1.
No final, a diferença entre as equipas foi clara. Os Estados Unidos fizeram um jogo sério, competente e, em vários momentos, dominante. O Paraguai nunca conseguiu verdadeiramente entrar no jogo.
Pós-jogo
Os EUA confirmam o favoritismo com uma exibição segura e momentos de qualidade individual muito alta.
Já o Paraguai deixa uma imagem pobre, sem agressividade nem capacidade para competir a este nível durante 90 minutos.


