EUA 2 – 0 Austrália | Análise

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Neste EUA vs Austrália analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Era um jogo interessante pelo contraste de estilos. EUA com mais talento, mais bola, mais iniciativa. Austrália mais reativa, confortável sem bola e perigosa em momentos específicos, principalmente no jogo aéreo. E o jogo acabou por seguir exatamente esse guião.

A entrada dos EUA não foi perfeita. Logo cedo, Alexander Freeman compromete com um passe arriscado e dá um primeiro aviso de que nem tudo ia ser controlado com bola. Ainda assim, rapidamente a equipa assumiu o domínio e começou a empurrar a Austrália para trás.

A ideia era clara: explorar as laterais, ganhar profundidade e tentar criar a partir daí. Mas havia um problema evidente: cruzar contra três centrais altos não parecia a melhor solução.

O primeiro golo nasce mais de um erro do que de uma grande jogada. Aos 11’, bola metida na esquerda para a corrida de Balogun, que ganha na velocidade e entra na área. Ele faz o mais simples, mete a bola para o meio, mas Cameron Burgess, na tentativa de cortar, acaba por mandar para dentro da própria baliza. Um lance onde a pressão e a velocidade fazem toda a diferença. 1-0.

Com a vantagem, os EUA cresceram ainda mais no jogo. Mais posse, mais controlo e, acima de tudo, uma pressão ofensiva muito eficaz. A Austrália praticamente não conseguia sair a jogar com qualidade e ficava presa no seu meio-campo.

Ainda assim, o segundo golo demorou a aparecer, muito porque faltava alguma clareza no último terço. Até que surge num lance algo confuso, mas eficaz. Aos 43’, livre lateral batido, a bola sobra na entrada da área após um primeiro remate bloqueado, sobe e fica ali no ar. Alexander Freeman aparece bem posicionado dentro da área e finaliza de cabeça. O lance ainda foi analisado, mas estava em jogo. Um golo de insistência e de leitura do momento. 2-0 e o resultado parecia justo.

A segunda parte foi muito mais controlada do que espetacular. Os EUA nunca perderam o controlo, mas também não forçaram muito. Balogun continuava a ser uma dor de cabeça constante, sempre a atacar a profundidade, sempre difícil de parar, mesmo sem marcar.

A Austrália tentou reagir, teve um ou outro momento, como num contra-ataque que acaba num remate de Volpato por cima, mas nunca pareceu realmente capaz de voltar ao jogo. Faltava qualidade na decisão e faltava consistência para ligar jogadas.

Com o passar do tempo, o jogo ficou mais físico, mais faltoso, mais partido. E isso beneficiava claramente os EUA, que iam gerindo o resultado sem grande pressão.

Mesmo quando a Austrália tentou subir linhas nos minutos finais, já não havia grande organização. Muitos cruzamentos sem critério, decisões apressadas e pouca capacidade real de criar perigo.

Pós-jogo

Vitória segura dos EUA, muito baseada no controlo e na pressão ofensiva. Balogun fez um jogo enorme sem marcar. A Austrália tentou, mas foi sempre curta ofensivamente e previsível na forma como atacava.

Estatísticas no final do jogo

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