· 2 min de leituraNeste Tunísia vs Japão analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era um daqueles jogos em que, no papel, já havia um favorito claro. E a verdade é que dentro de campo isso confirmou-se muito cedo.
O Japão entrou com uma intensidade muito alta, pressionante, agressivo, e rapidamente encontrou vantagem. Aos 4’, Keito Nakamura recebe pela esquerda, ganha espaço, vai até à linha e mete a bola para dentro. Kamada aparece no meio de vários jogadores, no sítio certo, e só tem de encostar. 0-1.
E a sensação, logo aí, era clara: a Tunísia não tinha resposta. Não conseguia sair, não conseguia pressionar, não conseguia sequer estabilizar com bola. Era tudo muito frágil.
O Japão, mesmo não sendo uma equipa especialmente criativa no ataque posicional, estava confortável. Tinha bola, tinha controlo e, acima de tudo, tinha espaço para decidir. Ainda assim, houve momentos em que a Tunísia escapou ao segundo golo, como numa defesa em cima da linha de Dahmen a remate de Tomiyasu. Mas eram exceções num cenário completamente dominado.
O segundo golo acaba por surgir de forma diferente. Aos 31’, contra-ataque rápido, Ueda recebe fora da área, levanta a cabeça e decide sozinho. Remate colocado, de fora, a bola vai com direção ao poste mais distante e entra.
Com 2-0, o jogo praticamente morreu, porque a Tunísia não tinha capacidade para reagir. Não criava, não pressionava, não incomodava. Era uma equipa desligada do jogo.
A segunda parte foi uma continuação lógica. Japão com bola, sem pressa, sem necessidade de acelerar muito, embora quisesse ainda mais. A Tunísia até tinha alguns momentos de posse, mas completamente vazios. Posse sem intenção, sem progressão, sem perigo.
O terceiro golo resume bem a diferença entre as duas equipas. Aos 67’, jogada simples, mas muito bem executada. Passe rasteiro para Ueda, que faz um toque de pivô perfeito, de primeira, a soltar para Ito na desmarcação. Ito aparece na cara do guarda-redes e finaliza com tranquilidade. Dois toques que desmontam completamente a defesa.
E mesmo com o jogo decidido, o Japão continuou sério. Sem exagerar, sem forçar, mas sempre organizado.
Aos 83’, ainda houve tempo para mais um momento de qualidade. Bola na direita para Sano, que cruza para a área. Ueda aparece livre, mas a bola vem difícil, alta, meio descontrolada. Ele ajusta o corpo no ar e faz um gesto técnico muito bom, a dar direção à bola, que acaba por entrar mesmo com oposição. Um golo bonito, de execução difícil. 0-4.
Até ao fim, pouco mais aconteceu. A Tunísia nunca esteve perto de marcar e o Japão nunca perdeu o controlo.
Pós-jogo
Vitória totalmente tranquila do Japão, construída desde cedo e sem qualquer ameaça real.
A Tunísia voltou a mostrar muitas limitações e praticamente não existiu ofensivamente. Japão sólido, eficaz e sempre no controlo.


