Liverpool 2 – 4 Leeds | Análise

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Neste Liverpool vs Leeds analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há amigáveis de pré-época que passam ao lado, e depois há estes, jogos que parecem tranquilos e acabam completamente fora de controlo. O Liverpool até começou a confirmar o favoritismo, mas o que veio depois foi tudo menos normal.

Aos 7’, vantagem cedo. Canto de Szoboszlai, Kerkez desvia de calcanhar no primeiro poste com qualidade e a bola fica ali a pedir dono. Luke Chambers, hoje a jogar a central, reage mais rápido do que toda a gente e faz o 1-0. Um golo meio sujo, mas bem atacado. Entrada perfeita no jogo.

O Liverpool parecia confortável. Ia controlando, encontrando espaço sobretudo pelos lados,Frimpong muito ativo, Szoboszlai a recuperar bolas como poucos, e a sensação era de que o segundo golo ia acabar por cair com naturalidade. O Leeds ia resistindo, bem organizado num 5-4-1, mas sem conseguir tirar o jogo do seu meio-campo durante largos períodos.

Esse segundo golo chega aos 40’, e já com outro tipo de construção. Nyoni muda o jogo com critério, Frimpong dá continuidade e a bola acaba num espaço absurdo entre linhas. Wirtz lê tudo antes, aparece solto e finaliza bem. 2-0. Aqui parecia resolvido. Mesmo sendo amigável, havia uma diferença clara.

Só que a segunda parte vira completamente.

Aos 59’, começa o colapso. Kerkez tenta inventar numa zona proibida, falha completamente o gesto, e oferece a bola. Ampadu aproveita, conduz e solta para Brenden Aaronson, que remata sem hesitar para o 2-1. Erro claro, golo fácil, jogo reaberto.

O Liverpool sente o toque. Perde controlo, perde intensidade, e o Leeds cresce. Já não é só organização, é domínio emocional do jogo.

O Liverpool desapareceu ofensivamente. Literalmente. As substituições tiraram qualidade e presença, e Chiesa, por dentro, nunca conseguiu ligar jogo. A equipa deixou de ameaçar, deixou de pressionar, deixou de existir.

Aos 71’, chega o empate e é daqueles lances que irritam qualquer treinador. Lançamento lateral para a área, ninguém limpa, Rodon ganha no primeiro poste e desvia para trás. A bola atravessa a zona de perigo toda e aparece Calvert-Lewin sozinho no segundo poste a encostar. 2-2. Demasiado fácil. Demasiado permissivo.

E nem dá tempo para respirar.

Logo aos 73’, o Leeds completa a reviravolta. Jogada pela esquerda, combinação simples, cruzamento rasteiro e a defesa do Liverpool volta a falhar na abordagem. Muito espaço, pouca agressividade, e Longstaff chega primeiro que Curtis Jones para finalizar no contra-pé do guarda-redes. 2-3. Em poucos minutos, o jogo virou completamente.

E o golpe final vem aos 85’, e pior: em repetição. Outro lançamento lateral, outra bola no primeiro poste, Bornauw ganha no ar, desvia para trás e, outra vez, Calvert-Lewin aparece solto no segundo poste para marcar de cabeça. 2-4. Dois golos praticamente iguais. Isto já não é acaso, é problema claro de organização defensiva.

Pós-jogo

Resultado que diz muito. O Liverpool teve momentos bons, sobretudo na primeira parte, mas caiu a pique com as alterações e cometeu erros básicos, especialmente defensivamente.

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