Juventus 1 – 1 Milan | Análise

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Neste Juventus vs Milan analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Um dos maiores clássicos do futebol italiano e, à partida, duas equipas com o mesmo objetivo: continuar 100% na Serie A. A Juventus venceu os dois primeiros jogos, tal como este Milan de Ruben Amorim, que começou a nova aventura com duas vitórias e agora tinha o primeiro grande teste. Os últimos dois confrontos terminaram 0-0, mas hoje era preciso muito mais.

O Milan entrou melhor com bola, mas sem conseguir transformar posse em perigo. A Juventus, por outro lado, ia crescendo aos poucos e encontrava espaços, embora quase todos os remates surgissem de fora da área. Francisco Conceição obrigou Maignan a intervir e, pouco depois, Locatelli teve uma oportunidade enorme depois de uma recuperação alta, mas não acertou bem na bola.

A Juventus começou a empurrar o Milan para trás e, a certa altura, Maignan já era claramente o melhor jogador em campo. O problema do Milan era evidente: muita bola nos centrais, pouca criatividade para sair dessa primeira fase e praticamente nenhuma capacidade para ferir a Juventus. Era posse estéril.

As estatísticas da primeira parte explicavam bem a sensação: 0.86 xG para a Juventus contra apenas 0.06 do Milan. Mesmo com 52% de posse do Milan, era a Juventus quem parecia mais capaz de chegar ao golo.

Na segunda parte, porém, nenhuma das equipas conseguiu criar muito, e o encontro ficou praticamente decidido por dois momentos de eficácia.

Francisco Conceição voltou a criar perigo e acertou no poste com um remate de fora da área. O Milan continuava a ter dificuldade para rematar, mas começou finalmente a aproximar-se da área adversária.

E foi aí que apareceram os suplentes. Aos 69’, Modric recuperou a bola, Chukwueze recebeu na direita e virou rapidamente para Cissè. O extremo entrou na área pela esquerda, puxou para dentro e rematou baixo, junto ao poste mais afastado. Um belo golo e uma eficácia absurda: primeiro remate do Milan na segunda parte e apenas o terceiro do jogo. 0-1.

A Juventus tentou reagir e colocou Woltemade em campo para jogar ao lado de Kolo Muani, procurando presença na área. O Milan recuou cada vez mais e a Juventus foi acumulando pressão, mas continuava a faltar qualidade no último terço.

Até que chegou o empate. Já nos descontos, Gatti apareceu na área com espaço, aproveitou a má reação de Loftus-Cheek e cabeceou para o fundo da baliza. 1-1. A Juventus finalmente marcou depois de uma partida em que foi, durante largos períodos, a melhor equipa.

Pós-jogo

No fim, fica a sensação de que o Milan conseguiu demasiado para aquilo que produziu. Maignan segurou a equipa durante boa parte do jogo, enquanto Amorim continua a ter muito trabalho para dar criatividade a uma equipa que ainda vive demasiado dos seus centrais para construir. A Juventus também não foi brilhante, mas criou mais e merecia, no mínimo, sair com um ponto.

Estatísticas no final do jogo

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