Bélgica 0 – 1 França | Análise

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Neste Bélgica vs França analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Bélgica e França chegavam ao segundo jogo da Nations League com novos treinadores e ambos com vitórias na estreia. Van Bommel tinha começado com uma vitória por 0-2 frente à Itália, enquanto Zidane tinha vencido a Turquia por 0-1 num jogo pouco convincente. Hoje, sem Mbappé devido à lesão no joelho sofrida precisamente nesse jogo, a França continuava a ter mais talento e entrava como favorita.

E Zidane surpreendeu logo na equipa titular. Mudou nove dos onze jogadores, mantendo apenas Lacroix e Maignan, que assumia também a braçadeira de capitão. A Bélgica, pelo contrário, mexia apenas em duas posições.

A França começou a mandar no jogo e aos 12 minutos apareceu o primeiro grande momento. Doué recebeu pela direita, driblou três adversários em espaço curto e rematou com força dentro da área. A bola bateu no travessão. O extremo francês estava claramente inspirado.

Aos 17, nova oportunidade. Recuperação ofensiva, Doué novamente pela direita, desta vez com espaço para cruzar, e Lepaul rematou de primeira. O remate saiu rasteiro e demasiado pelo meio, mas a França começava a criar. A Bélgica também teve a sua oportunidade pouco depois. De Bruyne encontrou De Ketelaere dentro da área depois de uma boa combinação com Diego Moreira, mas o avançado nem acertou na bola.

O jogo tinha um ritmo muito interessante e a França podia mesmo ter ganho um penálti aos 20 minutos. Barcola arrancou no contra-ataque, passou pelo adversário e Ngyo empurrou-o claramente por trás. Para mim, era penálti. Não houve carga de ombro nem disputa normal pela bola, foi um empurrão.

A França continuava por cima e aos 27 minutos teve uma sequência enorme. Lammens defendeu um livre, voltou a defender o remate de Lepaul e, na continuação, Kalulu rematou com o guarda-redes já fora da baliza. Um defesa belga apareceu para evitar o golo.

A Bélgica foi equilibrando com o tempo. Continuava sem sequer acertar um remate na baliza aos 38 minutos, mas a França também não transformava o domínio em oportunidades claras. De Bruyne já tinha perdido quatro bolas, disparado o jogador com mais perdas, mas isso também mostra a importância que tem: se a Bélgica quer criar, a bola vai inevitavelmente passar pelos pés dele.

Do outro lado, Camavinga estava a fazer um jogo bastante interessante. Muito criticado no Real Madrid, estava a ganhar faltas constantemente e já tinha sofrido cinco, mais do dobro de qualquer outro jogador.

Ao intervalo, 65% de posse para a França e nove remates contra cinco, mas apenas 0.41 de xG. Era um jogo com bom ritmo, mas sem propriamente uma avalanche de oportunidades.

A segunda parte começou novamente com a França por cima. Doué continuava a fazer o que queria, desta vez com uma roleta antes de rematar perto do poste. Da Cunha acertou no poste de fora da área e, pouco depois, Doué voltou a obrigar Lammens a uma excelente defesa.

Aos 60 minutos, a sensação era clara: praticamente só dava França. Muita posse, muitos ataques, mas faltava aquele último momento. E esse problema começou a tornar o jogo mais feio. A França precisava de transformar 71% de posse na segunda parte em perigo verdadeiro, não apenas em remates de fora da área.

Zidane percebeu isso e lançou Dembélé, antes de chamar também Cherki e Olise aos 75 minutos. Era altura de colocar os pesos pesados em campo. Só que a Bélgica começava finalmente a encontrar espaços no contra-ataque e a França já não tinha o mesmo ímpeto.

Aos 80, De Ketelaere apareceu na área, mas rematou fraco e Lacroix conseguiu bloquear. O estádio começava a acreditar e, sinceramente, o empate não seria absurdo. A França tinha dominado muito mais a bola, mas aos 86 minutos tinha apenas 0.97 de xG. A Bélgica tinha 0.63. Não era propriamente um jogo de domínio absoluto.

Mas apareceu Olise.

Aos 88 minutos, contra-ataque francês. Olise recebeu, avançou, De Cuyper tentou pará-lo no físico e acabou no chão. Olise não quis saber, puxou para dentro e rematou colocado para o canto do poste mais afastado. 0-1. É um jogador muito diferente. Num jogo em que a França teve dificuldade em transformar domínio em perigo, apareceu um momento individual de enorme qualidade para decidir tudo.

Pós-jogo

A Bélgica ainda tentou reagir, mas já era tarde. Lukaku acabou por nem entrar e a França sai com uma vitória que, pelo domínio da partida, não é injusta, mas que esteve longe de ser tão confortável quanto os 65% de posse poderiam sugerir.

Estatísticas no final do jogo

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