· 2 min de leituraNeste Venezia vs Inter analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Inter chegava à nona jornada da Serie A com uma obrigação clara: vencer e igualar a Lazio no primeiro lugar. Pela frente tinha o último classificado, um Venezia com apenas três pontos em oito jogos. A mudança de treinador já tinha dado alguns sinais positivos, com Davide Nicola a vencer o Napoli na estreia, mas o campeão italiano tinha qualidade suficiente para resolver este encontro sem grandes dramas. Sobretudo porque, depois de sofrer dez golos nas primeiras oito jornadas, precisava de começar a controlar melhor os jogos.
O Venezia, contudo, não entrou para facilitar. Aos sete minutos, Akor Adams apareceu na área para cabecear um cruzamento da direita, com a bola a passar perto do poste. O Inter respondeu com um remate de Dimarco, mas demorou a encontrar espaços perante o bloco defensivo adversário. Tinha mais posse, chegava ao último terço, mas faltava-lhe criatividade para transformar o domínio em oportunidades claras.
Aos 26 minutos, Akor voltou a ameaçar num contra-ataque e obrigou Provedel a uma boa defesa. Três minutos depois, o Venezia chegou mesmo a marcar. Na sequência de um livre, Provedel defendeu o primeiro remate, mas Lauberbach apareceu para a recarga. O golo foi anulado por fora de jogo milimétrico, numa decisão que salvou o Inter.
E o pior ainda estava para vir: aos 36 minutos, Lauberbach rematou dentro da área, Provedel fez uma defesa extraordinária e a bola ainda bateu no travessão. O Venezia estava a explorar muito bem as transições, enquanto a Inter continuava sem respostas convincentes.
Ao intervalo, o Inter tinha 65% de posse de bola, mas o Venezia somava mais remates enquadrados. A equipa de Chivu precisava de muito mais. A tripla substituição, com as entradas de Barella, Çalhanoğlu e Akanji, mostrou que o treinador também não estava satisfeito.
A segunda parte, porém, trouxe mais do mesmo. O Inter continuava a circular a bola sem conseguir desmontar a defesa do último classificado. Bonny fez um jogo fraco e acabou substituído por Pio Esposito, enquanto Thuram desperdiçou uma excelente oportunidade aos 73 minutos, rematando muito mal.
Pouco depois, voltou a aparecer na área para cabecear, mas sem acertar na baliza. Era difícil justificar tanta falta de eficácia perante um adversário que tinha passado boa parte do encontro a defender.
E, quando o golo finalmente chegou, foi preciso contar com a ajuda do adversário. Aos 79 minutos, Thuram conduziu pela esquerda e cruzou rasteiro para a pequena área. Moreno tentou cortar, mas acabou por introduzir a bola na própria baliza. O Inter estava na frente sem ter feito o suficiente para merecer a vantagem.
Dois minutos depois, novo golpe de sorte. Na sequência de um canto, Carlos Augusto cabeceou e a bola desviou em Redouane Halhal antes de entrar. Dois autogolos em dois minutos resolveram aquilo que o Inter não conseguira resolver por mérito próprio.
Pós-jogo
O resultado final foi de 0-2, mas a exibição ficou muito longe do esperado.


