Al Nassr 5 – 1 Al Ahli Doha | Análise

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Neste Al Nassr vs Al Ahli Doha analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Jogo de meia-final, jogo único, contexto pesado, mas dentro de campo a diferença de qualidade acabou por falar mais alto, mesmo que o início tenha dito o contrário.

O Al Nassr entra mais ou menos desligado e logo cedo há polémica. Aos 6’, um penálti completamente discutível, daqueles que em direto já parecem estranhos e em repetição ainda mais. Draxler assume e Bento defende. Justiça no resultado, porque simplesmente não era penálti.

Mas o aviso estava dado e aos 10’, o Al Ahli aproveita mesmo. Yansane recebe na direita, encara, puxa para dentro com espaço a mais e remata colocado para o poste mais afastado. Um bom golo, mas também com demasiada passividade defensiva. 0-1.

A resposta do Al Nassr é imediata e isso muda tudo. Aos 12’, jogada rápida, Mané inventa um passe de trivela perfeito para a desmarcação, a bola entra na área e Coman remata para o fundo da baliza. 1-1

O jogo entra numa fase mais caótica, com transições constantes e decisões duvidosas da arbitragem a irritar. Há um golo anulado ao Al Nassr que levanta dúvidas, há toque por parte do Brozović, sim, mas parece leve para anular e isso só aumenta a sensação de inconsistência.

Até que aos 23’, o Al Nassr vira. Recuperação alta, Mané solta no timing certo e Ângelo ataca a profundidade. Recebe já dentro da área e finaliza com calma. Aqui sim, jogada limpa, bem trabalhada e com leitura perfeita do espaço. 2-1. A partir daí, o Al Nassr cresce em controlo, mas não mata o jogo. Vai circulando, vai empurrando, mas muitas vezes complica onde podia simplificar. E isso mantém o Al Ahli vivo, especialmente em lances isolados.

O momento chave antes do intervalo não é um golo, é um corte. Draxler passa por tudo, tira o guarda-redes da frente, baliza aberta e Al Amri aparece com um carrinho absurdo. É daqueles lances que valem tanto como um golo. E no último suspiro da primeira parte, aos 45+8’, chega o terceiro. Lance confuso, bola sobra dentro da área e cai em Coman e aqui não há estética: é oportunismo puro. Estava no sítio certo, 3-1

Na segunda parte, o jogo praticamente morre. O Al Ahli não reage, não pressiona, não acredita e o Al Nassr gere. Cristiano tenta aparecer, mas não está num dia inspirado. Falha decisões, falha execuções e isso também diz muito: mesmo num jogo controlado, não consegue deixar a sua marca.

Quem deixa é Coman. Aos 64’, mais uma vez a atacar a profundidade, recebe e finaliza cruzado para o poste mais afastado. Um golo muito parecido ao primeiro, mas com mais espaço. Hat-trick e jogo fechado. 4-1.

A partir daí, é gestão total. O Al Nassr baixa o ritmo, roda peças, controla sem esforço. E ainda há tempo para mais um, aos 80’, num contra-ataque perfeito. Ângelo rompe pela esquerda, chega à linha e oferece o golo a Al-Hamdan. Tap-in simples, mas que nasce de mais uma grande decisão de Ângelo. 5-1.

Pós-jogo

Vitória clara do Al Nassr, que confirma o favoritismo e garante presença na final. Destaque enorme para Ângelo e Coman, que decidiram o jogo, enquanto Cristiano passou ao lado, algo raro, mas evidente neste contexto.

Estatísticas no final do jogo

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