· 2 min de leituraNeste Al Nassr vs Neftchi Fargona analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Depois do humilhante 4-0 sofrido frente ao Al Ain na primeira jornada da Champions asiática, o Al Nassr precisava de uma resposta. E não bastava ganhar: contra um Neftchi Fargona que, com todo o respeito, está vários níveis abaixo, era preciso convencer e marcar vários golos.
O jogo começou com uma hora de atraso, em circunstâncias relacionadas com questões de segurança na Arábia Saudita, mas, quando finalmente arrancou, o Al Nassr assumiu desde logo o controlo.
O Neftchi montou um 5-4-1, fechou-se atrás e entregou a bola ao adversário. Aos 19 minutos, o Al Nassr já tinha 70% de posse, mas continuava sem criar perigo. As últimas decisões estavam a sair mal e faltava velocidade para desmontar a defesa. Mané ainda desperdiçou uma boa oportunidade aos 29 minutos, ao deixar Félix em condições de finalizar, mas o português falhou a bola. Era preciso mais.
Aos 33 minutos, finalmente apareceu o golo. Yahya recebeu pela direita, Boushal fez o movimento interior e colocou a bola na área, onde Ângelo surgiu completamente sozinho para rematar ao ângulo. Um belo golo, depois de uma fase em que o Al Nassr começava a crescer.
Nove minutos depois, Ronaldo aumentou a vantagem. Mané cruzou, Yahya amorteceu de peito e o português, de costas para a baliza e com pouco espaço, rematou com força junto ao primeiro poste. Um grande golo, o número 981 da carreira. Faltam 19 para os mil, e Ronaldo voltou a mostrar que continua muito ativo, também na construção das jogadas.
O Neftchi ainda chegou a marcar antes do intervalo, mas o VAR anulou o golo por fora de jogo. É uma decisão discutível, mas bem assinalada: o jogador em posição irregular condicionou Simakan e interferiu na jogada. Ao intervalo, o Al Nassr tinha oito remates contra dois, 29 toques na área adversária contra apenas dois do Neftchi. O domínio era evidente.
Só que bastou um erro para complicar o que devia ser um jogo tranquilo. Aos 51 minutos, Boushal tentou afastar uma bola longa com um movimento completamente desastrado de rabo e acabou por oferecê-la a Odilov, que tinha entrado ao intervalo e não desperdiçou. De repente, estava 2-1 e o Neftchi acreditava no empate. Uma equipa desta diferença de qualidade não pode permitir que um jogo destes fique aberto por um erro tão evitável.
Aos 66 minutos, o Neftchi ficou reduzido a dez após uma entrada perigosa de Alibaev sobre Simakan. Era mais um motivo para o Al Nassr fechar a partida, mas Postecoglou demorou a mexer e a gestão das substituições deixou dúvidas. Samu Costa entrou, combinou com Mané e, aos 77 minutos, o cruzamento rasteiro acabou desviado para a própria baliza por Gofurov. Estava feito o 3-1.
Boushal comprometeu, a equipa facilitou demasiado e Bento voltou a deixar dúvidas com um erro perto do fim. Contra adversários mais fortes, estas falhas podem custar caro. A vitória era obrigatória; a tranquilidade também devia ter sido.
Pós-jogo
O Al Nassr ganhou, mas não foi a exibição convincente que se exigia. Ângelo marcou, Ronaldo voltou a faturar e Awad Aman fez mais um jogo competente, justificando novas oportunidades.


