Al Nassr 1 – 0 NEOM | Análise

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Neste Al Nassr vs NEOM analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Al Nassr chegava à décima jornada da Saudi Pro League com a obrigação de vencer, sobretudo depois de o Al Hilal ter conquistado os três pontos no dia anterior, chegando aos 24. Uma vitória permitiria reduzir a diferença para apenas dois pontos. Ainda assim, o NEOM, sexto classificado, prometia dificuldades. Apesar de não ter a qualidade individual dos principais candidatos ao título, já tinha vencido o próprio Al Hilal no seu estádio.

Postecoglou colocou Yahya na lateral esquerda e deslocou Ângelo para extremo direito, devido à lesão de Coman. Do outro lado, o NEOM apresentou-se com três centrais e um sistema de 5-3-2, fechando bem os espaços. O Al Nassr teve dificuldades desde o início, e aos 20 minutos ainda não tinha conseguido criar perigo consistente. Benrahma até teve uma boa oportunidade, mas rematou fraco, facilitando a defesa de Bento.

A primeira parte foi francamente pobre. O Al Nassr tinha 67% de posse de bola, mas apenas um remate enquadrado, enquanto Ângelo fazia falta no corredor central. Al-Khaibari e Samu Costa não ofereciam qualidade suficiente na construção, e a equipa dependia demasiado de momentos individuais.

Já nos descontos, João Félix sofreu uma falta evidente dentro da área e o árbitro assinalou penálti após rever as imagens. Ronaldo assumiu a responsabilidade, mas rematou para fora da baliza. Um falhanço péssimo, que deixou o marcador em 0-0 ao intervalo. E, sinceramente, era um resultado justo para um jogo tão fraco.

A segunda parte começou com mais uma oportunidade desperdiçada. Aos 48 minutos, Mané colocou a bola ao segundo poste, deixando Ronaldo sozinho para finalizar, mas o português cabeceou por cima. Depois do penálti, era já a segunda ocasião claríssima que desperdiçava. Num dia normal, Ronaldo já podia ter dois golos.

O desbloqueio chegou aos 61 minutos, graças à qualidade individual. Ângelo conduziu pela direita, puxou para dentro e encontrou João Félix, que rematou forte e alto, sem dar hipóteses a Marcin Bułka. Um excelente remate do português, que estava a fazer um bom jogo e colocou finalmente o Al Nassr em vantagem.

O NEOM respondeu e, aos 67 minutos, Lacazette cabeceou um cruzamento ao poste. Al Amri precisava de estar mais atento aos movimentos do francês, que esteve perto de castigar a defesa anfitriã. Postecoglou decidiu depois retirar Ângelo aos 72 minutos, uma alteração com a qual discordo. O brasileiro oferecia algo diferente no corredor central, precisamente onde a equipa mais precisava de criatividade.

Ronaldo ainda voltou a ameaçar aos 75 minutos, mas o remate passou muito perto do poste. Já perto do fim, o NEOM quase empatou num livre de Benrahma, seguido de um cruzamento rasteiro que atravessou a pequena área sem que Lacazette ou Masouras conseguissem tocar na bola.

E Postecoglou continua a gerir mal os minutos: com dois jogos por semana, utilizar apenas duas substituições até aos descontos é insuficiente. A vitória sabe bem, mas a exibição deixou muito a desejar.

Pós-jogo

O Al Nassr conquistou os três pontos, mas, pessoalmente, não gostei de como foi o jogo. Ronaldo teve uma noite para esquecer, enquanto João Félix fez a diferença.

Estatísticas no final do jogo

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