· 2 min de leituraNeste Alemanha vs Sérvia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A Alemanha entrou neste terceiro jogo da Nations League ainda sem conhecer a vitória desde a chegada de Klopp, e a Sérvia também procurava o primeiro triunfo. O problema da Sérvia é que cada vez parece mais uma seleção envelhecida, enquanto a Alemanha, apesar das várias ideias e mudanças de Klopp, precisava simplesmente de começar a ganhar.
Depois de uma derrota frente à Grécia e de um empate com os Países Baixos, já era altura de aparecer alguma coisa.
E apareceu, embora a Sérvia tenha ajudado bastante.
Desde cedo ficou claro qual seria o cenário. A Sérvia baixou para um 5-3-2 muito recuado e entregou completamente a bola à Alemanha. Aos 22 minutos, os alemães tinham 80% de posse, enquanto a primeira linha ofensiva sérvia praticamente passeava quando não tinha a bola. Tadić, capitão e uma das referências da equipa, tinha apenas um toque na bola.
A Alemanha ia acumulando ataques e oportunidades. Woltemade ganhou no ar mas cabeceou mal, Gnabry apareceu isolado e obrigou Petrović a uma excelente defesa com a perna e Wirtz também encontrou espaço para cabecear, novamente com defesa do guarda-redes sérvio.
A Sérvia, por outro lado, teve uma oportunidade enorme quando Kostić conduziu com espaço e cruzou para Nedeljković no segundo poste, mas o jogador não chegou a tempo. Nem sequer contou para os golos esperados, mas era uma oportunidade de ouro.
O golo alemão acabaria por chegar aos 39 minutos. Wirtz recebeu dentro da área, fez um drible absurdo em espaço curto e rematou ao poste. A bola sobrou para Tom Bischof, completamente sozinho, onde não devia estar, e o médio não perdoou, disparando um verdadeiro canhão para o fundo da baliza. 1-0.
Na segunda parte, pouco mudou. A Sérvia continuava sem conseguir criar e, aos 60 minutos, ainda nem tinha feito um remate. A Alemanha controlava completamente o jogo e também não precisava de acelerar.
Aos 61 minutos, Wirtz voltou a aparecer. Mittelstädt encontrou espaço e colocou a bola no alemão, que recebeu entre os centrais sérvios com liberdade absurda. Wirtz tirou Srdjan Babić da frente com enorme calma, serenidade e qualidade técnica e rematou para o fundo da baliza. Pintura. 2-0 e um belo jogo do jogador alemão, que marcou também o seu primeiro golo da temporada.
Depois disso, a Sérvia mostrou uma impotência inacreditável. Finalmente rematou aos 77 minutos, através de Kostić, mas Urbig defendeu tranquilamente. A Alemanha continuou a criar, com Thiaw a obrigar Petrović a mais uma defesa, enquanto a Sérvia voltou a terminar um jogo sem capacidade para incomodar verdadeiramente.
No fundo, o espetáculo dependeu totalmente da Alemanha. Mesmo depois do primeiro golo, a equipa nunca teve necessidade de acelerar, porque a Sérvia simplesmente não conseguia fazer nada. Para Klopp, finalmente apareceu uma vitória.
Pós-jogo
Não foi uma exibição perfeita nem particularmente intensa, mas foi exatamente aquilo que a Alemanha precisava: dominar, marcar e controlar.


