Allegri foi demitido do Milan após o clube não conseguir a qualificação para a próxima Champions League e, honestamente, é mais que justo. Não que tenha feito uma má campanha, até porque o Milan ficou em 2º lugar durante grande, grande parte da temporada, sem nunca disputar verdadeiramente com o Inter, líder e futuro campeão. Mas, a partir de março, a equipa começou a ter resultados cada vez piores.
O Milan só dependia de si na última jornada da Serie A e acabou por sofrer uma reviravolta, de 1-0 para 1-2, em casa, contra o Cagliari, que não disputava por mais nada. E ok, pode-se dizer que é só um jogo, mas nos últimos dois meses o Milan venceu apenas 3 de 9 jogos e perdeu 5 desses mesmos 9. Isto é ridículo e mostra também um problema no treinador.
Allegri é conhecido pelo famoso “terrorismo ball” e é isso que ele é: nunca encanta, nunca deslumbra. Ia conseguindo resultados, mas quando eles deixam de aparecer, não há um bom futebol a sustentar a equipa e não existe motivo para continuar. É um treinador antigo, arcaico, daquele estilo italiano mais defensivo, e não soube usar bem as suas principais peças, mesmo com um Milan que esteve em zona de Champions praticamente toda a liga.
O principal nome mal utilizado é Rafael Leão. Esta ideia de o colocar a “defender” como ponta de lança, sendo que ele mal participa defensivamente, e depois fazer o movimento para fora no ataque, não o favorece. Por muito que ele goste do 1 para 1, não tem apoio à volta para o ajudar. Fica muitas vezes sozinho, obrigado a resolver tudo individualmente, e obviamente assim torna-se mais difícil produzir. É esta mentalidade defensiva que atrasou o futebol italiano, e o Allegri é um dos exemplos dessa filosofia. É um treinador arcaico, simples assim.
Para além disso, há uma dependência clara de Maignan, que salvou o Milan em vários jogos com defesas absurdas, muitas vezes mais do que uma no mesmo jogo.
Também não vou tratar o plantel como algo incrível que foi 100% mal utilizado. Há jogadores como Rabiot e Modric que renderam bem. Mas fica a pergunta: não dava para fazer mais? A equipa não é incrível e o clube não tem o poder financeiro de outros para gastar mais de 100 milhões numa janela de transferências, mas ainda assim existe uma limitação evidente por parte do treinador.
Conclusão
O futuro do Milan passa por apostar em algo diferente. Chega de treinadores arcaicos que não fazem o clube evoluir, nem no presente nem no futuro. A questão agora é perceber se estão preparados para essa mudança mais drástica. Porque, neste momento, continuam a ser um gigante adormecido.

