Flamengo quer contratar o Thiago Almada, jogador argentino de 25 anos, e há muito para falar.
Primeiro ponto: a escolha de ir para o Atlético de Madrid, para mim, não foi acertada. O Almada vinha de uma temporada absurda no Botafogo, num ano histórico em que o clube ganhou o Brasileirão e a Libertadores. Não há como desvalorizar isso. Ele foi uma das estrelas, se não a principal, daquela equipa.
Nessa altura, já estava claro que ele estava vários níveis acima do futebol brasileiro. Era um jogador a fazer hora extra ali. A ida para a Europa era natural, mas o Atlético não foi a melhor escolha. Mesmo assim, o talento está lá.
O que me custa perceber é isto: como é que um jogador com este nível acaba com Flamengo e River Plate como principais interessados? Sem desrespeito ao futebol sul-americano, mas isto levanta dúvidas.
Se for para o Flamengo, a entrada não é simples. Ele chega para ser titular, mas as posições já estão ocupadas. Vais mexer no Paquetá? Não vais meter o Arrascaeta no banco. Vais jogar com os três no meio-campo? E a parte defensiva?
Um médio mais defensivo tem que existir. O Paquetá até pode fazer isso, mas não é onde rende mais.
E olhando para o Flamengo no geral: é uma equipa com qualidade para dominar a América do Sul. Mesmo estando atrás de um Palmeiras que ganha, mas não convence totalmente, o potencial está lá.
Conclusão
Não faz muito sentido um jogador com a qualidade do Almada não ter propostas mais fortes na Europa e acabar por regressar ao futebol sul-americano. É um erro? Não necessariamente, porque ele vai brilhar.
Mas a realidade é simples: ele tem qualidade para ser estrela numa equipa europeia.

