· 2 min de leituraNeste Arsenal vs Chelsea analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Arsenal e Chelsea chegavam a este dérbi de Londres com duas vitórias em dois jogos, mas com características bastante diferentes. O Arsenal de Arteta continua a parecer a equipa mais completa e é, para mim, favorito ao título, enquanto o Chelsea de Xabi Alonso tem um ataque muito forte, mas ainda sofre demasiado defensivamente. Era a defesa do Arsenal contra o ataque do Chelsea.
E o jogo começou completamente ao contrário do esperado. Aos 2’, livre lateral, a bola ficou perdida na área e foi para Morgan Rogers, que rematou sem deixar a bola cair. Um remate perfeito, colocado no canto, sem qualquer hipótese para Raya. 0-1. Primeiro golo sofrido pelo Arsenal nesta Premier League.
O Arsenal respondeu através da sua arma habitual: bolas paradas. Aos 12’, Gabriel rematou perto da baliza, Martínez fez uma defesa absurda, Konsa acertou no poste e Calafiori apareceu primeiro para marcar. Só que o golo foi anulado por fora de jogo de Konsa. Mais uma vez, o Arsenal criava perigo numa bola parada.
A equipa de Arteta continuou a carregar e Saka obrigou Martínez a mais uma defesa, enquanto o Chelsea tentava sobreviver e sair rapidamente. E essa diferença de estilos ficou muito evidente: Arsenal queria construir, circular e criar; Chelsea queria poucos toques e atacar o espaço.
Aos 25’, apareceu o empate. Havertz recebeu pela direita, conduziu para dentro e rematou de fora da área, colocando a bola no canto. 1-1. Lei do ex para o alemão, que teve uma grande primeira parte.
O Chelsea ainda acertou no poste antes do intervalo, com Pedro Neto a aproveitar uma bela bola de João Pedro, mas o Arsenal tinha sido claramente a equipa mais perigosa.
A segunda parte começou com a reviravolta. Aos 50’, Tzolis recebeu pela esquerda, puxou para dentro e colocou a bola na área. Havertz fez uma excelente simulação, deixando a bola passar, e Odegaard apareceu completamente sozinho para finalizar com calma. 2-1.
O Chelsea continuava perigoso quando conseguia acelerar, mas o Arsenal defendia muito bem e praticamente não permitia oportunidades. O problema de Xabi Alonso é que, nesta segunda parte, até a melhor arma da equipa, o ataque, desapareceu durante demasiado tempo. Estevão só entrou aos 81’, o que eu acho um erro, embora entenda a clara qualidade ofensiva da equipa titular.
O Arsenal controlava o jogo, sem precisar de correr grandes riscos, enquanto o Chelsea precisava de marcar, mas não conseguia sequer manter a posse durante muito tempo. Já perto do fim, Estevão apareceu. Pegou na bola pela esquerda, puxou para dentro e rematou muito bem, mas Raya fez uma grande defesa.
Pós-jogo
O Arsenal sofreu cedo, reagiu, virou e mostrou novamente ser uma equipa mais completa. O Chelsea tem talento e consegue ser perigoso com pouco, mas ainda falta muito trabalho a Xabi Alonso. A diferença entre as duas equipas ficou bastante clara.


