Arsenal 3 – 0 Coventry | Análise

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Neste Arsenal vs Coventry analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

A Premier League começa com o campeão a deixar logo um aviso. O Arsenal entrou na nova temporada diante do Coventry, campeão da Championship, e desde cedo ficou claro o enorme desnível entre as duas equipas. O Coventry, treinado por Frank Lampard, tentou sobreviver, mas praticamente nunca conseguiu transformar posse ou aproximações em verdadeiro perigo.

O Arsenal começou a carregar e encontrou também alguma ajuda do adversário. Aos 15′, Milan van Ewijk não conseguiu afastar a bola, acabou por acertar em Calafiori e o lateral aceitou o presente: cruzamento rasteiro e Havertz apareceu para rematar e fazer o 1-0. O segundo voltou a nascer de um erro. Rice recuperou perto do meio-campo, conduziu e deixou para Tzolis, que rematou rasteiro; Rushworth ainda tocou na bola, mas deixou-a nos pés de Saka, que só teve de encostar. 2-0.

Tzolis estava a ser uma das figuras do Arsenal, sempre a dar problemas pela esquerda e envolvido, de uma forma ou de outra, nos dois primeiros golos. Também se sentia um Ødegaard mais atrevido, a arriscar mais, precisamente aquilo que se espera dele. Do outro lado, Simms ainda tentou lutar com Gabriel, mas era uma batalha complicada. O Coventry acabou a primeira parte com apenas dois remates, ambos fora da área, enquanto o Arsenal tinha 67% de posse e 1,29 de xG.

A verdade é que o domínio do Arsenal não se resumiu aos golos. Na primeira parte, foram 10 remates contra apenas dois do Coventry, que nem sequer acertou na baliza, e a equipa de Lampard raramente conseguiu sair da pressão. Até uma tentativa acrobática de Tchaouna, já perto da área, foi mais surpresa do que perigo. Simms conseguiu amarelar Gabriel e teve alguns momentos de luta física, mas não havia muito mais para oferecer.

Na segunda parte, a fome desapareceu um pouco, mas também não havia necessidade de continuar a carregar com a mesma força.

E logo no início da segunda parte veio o terceiro. Ødegaard abriu na direita, recebeu de volta depois do cruzamento rasteiro e rematou mal, mas enganou completamente Rushworth, que já se tinha atirado. 3-0 e o jogo ficou praticamente resolvido.

Depois disso, o Arsenal baixou naturalmente a intensidade. O Coventry teve mais bola em alguns momentos, mas continuou a parecer muito longe de marcar. Houve mais um erro defensivo que terminou num remate de Lewis-Skelly e, só aos 86′, apareceu finalmente uma verdadeira oportunidade do Coventry: Jack Rudoni surgiu com espaço, mas rematou fraco e Raya defendeu sem problemas.

Pós-jogo

O Arsenal começa exatamente como queria: vitória, três golos e uma sensação de controlo quase total. Não foi uma exibição perfeita nem precisava de ser. O Coventry mostrou por que razão a adaptação à Premier League vai ser dura, enquanto o Arsenal deixou claro que continua a entrar no campeonato como a equipa a bater.

Estatísticas no final do jogo

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