Arsenal 1 – 3 Real Betis | Análise

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Neste Arsenal vs Real Betis analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Jogo de pré-época, daqueles que à partida servem mais para testar do que para tirar grandes conclusões. Ainda assim, havia um claro desnível teórico: um Arsenal campeão inglês e finalista europeu contra um Bétis competente, mas de outra prateleira. Só que o jogo tratou de ignorar isso bem cedo.

Logo no primeiro minuto, o aviso. Gyokeres aparece em ótima posição, muito perto da baliza, e obriga Álvaro Vallés a uma grande defesa. Era lance para golo, sem discussão. E quando não entra ali, muitas vezes paga-se depois.

O Arsenal entrou com mais bola, mais presença, organizado num 4-4-2 sem bola, com Havertz e Gyokeres na frente. O Bétis, confortável no mesmo desenho, esperava. Tudo parecia controlado até ao primeiro erro sério.

Aos 8’, canto para a pequena área e Kepa compromete tudo. Sai mal, fica a meio caminho, e a bola sobra para Rodrigo Riquelme, que domina de peito e finaliza sem oposição. Um golo oferecido. 0-1.

O Arsenal até reagiu bem em termos de posse, chegou a encostar o Bétis, teve momentos de pressão, mas faltava sempre o último detalhe. Gyokeres ia sendo importante a segurar jogo e a ganhar faltas, mas isso não chega.

E aos 26’, novo golpe, e este não é erro, é qualidade. Deossa recebe longe da baliza, centralizado, com espaço, e dispara um remate fortíssimo. Golaço, sem hipótese para Kepa. 0-2. Um Arsenal irreconhecível, a sofrer dois golos cedo, algo raro.

A resposta aparece aos 32’, e curiosamente naquilo que tem sido uma das maiores armas da equipa. Canto para a pequena área, Vallés sai mal após algum contacto com White (sem falta), e Mosquera aproveita para empurrar. 1-2. Bola parada a funcionar outra vez, mesmo num jogo mau.

Mas quando parecia que o Arsenal podia voltar, voltou a oferecer.

Aos 43’, erro de passe de Havertz em zona proibida, recuperação imediata do Bétis, Deossa conduz e solta para Fornals. Remate de fora da área, colocado, e Kepa fica pregado ao chão. 1-3. Aqui fecha-se uma primeira parte muito fraca do Arsenal, castigada ao máximo.

A segunda parte trouxe outro tipo de jogo. Menos intensidade, muitas substituições, muitos jovens. O Arsenal manteve a posse, sempre acima dos 60%, mas completamente estéril. Bola, bola, bola… e zero perigo.

Aos 67’, ainda houve um lampejo. Martinelli acelera no contra-ataque, entra na área, espera e solta para Gabriel Jesus à entrada. O remate sai, mas sem direção. Foi o melhor momento ofensivo da segunda parte, o que diz muito.

Pelo meio, ainda a nota negativa da lesão de Louie Copley, que entrou ao intervalo e saiu pouco depois, sem conseguir andar pelo próprio pé. Mau sinal, mesmo num amigável.

Até final, o Bétis controlou com tranquilidade. Sem pressa, com bola, enquanto o Arsenal, cheio de jovens, tentava algo sem grande critério.

Pós-jogo

Derrota que não pesa em termos de classificação, mas pesa na leitura. Muitos erros individuais (Kepa e Havertz à cabeça) e pouca criatividade ofensiva. Já o Bétis foi tudo o que se pede neste contexto: eficaz, organizado e oportunista. Aproveitou tudo.

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