Aston Villa 2 – 1 Man City | Análise

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Neste Aston Villa vs Man City analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Aston Villa chegava à oitava jornada da Premier League numa bela fase, enquanto o Manchester City, agora orientado por Enzo Maresca, continuava a tentar confirmar o seu nível.

Haaland era o melhor marcador do campeonato, com oito golos, mas havia uma questão importante: conseguiria o City impor a sua qualidade num terreno complicado? A resposta foi mais equilibrada do que o esperado, com o Villa a aproveitar os erros do adversário e a defender a vantagem até ao fim.

Aos 6 minutos, Nicolas Jackson abriu o marcador. Guehi, completamente sozinho, dominou mal uma bola alta e perdeu-a numa zona onde não podia cometer aquele erro. McGinn recuperou e serviu Jackson, que tirou o defesa do caminho antes de rematar com força para o teto da baliza. Donnarumma pouco podia fazer. O Villa aproveitava uma oferta evidente e começava a partida da melhor maneira.

O City respondeu através de Ndiaye, que puxou para dentro e obrigou Suzuki a uma boa defesa. Doku também começou a criar problemas a Cash pela esquerda, e Cherki ainda testou o guarda-redes japonês. Aos 28 minutos, Ndiaye voltou a aparecer, repetiu o movimento para dentro e acertou no poste. O extremo estava a encontrar espaço, enquanto o Villa, apesar de ter menos bola, não se limitava a defender.

Guehi continuava a ter um dia complicado. Depois do erro no golo, cometeu uma falta por trás sobre Jackson quando o avançado ganhava a frente, oferecendo ao Villa um livre perigoso. A primeira parte do central foi francamente má, e a sua substituição ao intervalo acabou por não surpreender.

Haaland, por outro lado, passou praticamente despercebido: aos 38 minutos, tinha apenas sete toques na bola e nenhum remate. O City tinha mais posse e melhores números ofensivos, mas o Villa estava a competir muito bem, num Villa Park que também fazia a sua parte.

Maresca lançou Foden e Nico Lewis ao intervalo, retirando Cherki e Guehi. A saída do central era compreensível, mas a de Cherki foi mais surpreendente, mesmo sem ter feito uma grande primeira parte. Aos 52 minutos, Haaland empatou. Ndiaye recebeu um livre curto pela direita, ganhou espaço e cruzou para o avançado, que dominou o duelo aéreo com o central do Villa e cabeceou para o fundo da baliza. Haaland precisa de pouco para fazer a diferença.

O City parecia estar perto da reviravolta quando Gvardiol apareceu na área e rematou ao travessão, após uma combinação com Doku. Mas o futebol também castiga quem não aproveita as oportunidades. Aos 60 minutos, Jackson iniciou um contra-ataque e lançou Ibrahim Mbaye, acabado de entrar. O jovem cruzou para o avançado, que rematou ao meio da baliza. Donnarumma deixou a bola passar de forma inacreditável. Um frango que devolveu a vantagem ao Villa.

A partir daí, o City instalou-se no meio-campo ofensivo, mas encontrou uma equipa cada vez mais compacta. Doku perdeu influência e, aos 88 minutos, Haaland ainda ameaçou de cabeça, mas Maatsen apareceu para bloquear a bola antes de esta entrar. O Villa soube sofrer e proteger a vantagem.

Pós-jogo

A vitória por 2-1 não significa que o City tenha sido inofensivo, mas também não foi a avalanche ofensiva que o domínio territorial poderia sugerir. Suzuki e Maatsen foram importantes, enquanto os erros de Guehi e Donnarumma custaram caro. O Villa foi eficaz, competitivo e mereceu os três pontos.

Estatísticas no final do jogo

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