Benfica 6 – 1 Hearts | Análise

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Neste Benfica vs Hearts analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Jogo da primeira mão das qualificatórias da Europa League, com um cenário que até podia levantar alguma dúvida à distância, mas que dentro de campo rapidamente ficou esclarecido. O Benfica era favorito, jogava em casa e vinha de uma eliminatória onde já tinha mostrado duas caras. Do outro lado, um Hearts competitivo no contexto escocês, mas que aqui apareceu curto.

A entrada resolveu quase tudo.

Aos 3’, o primeiro golpe. Bah solta na direita, Barreiro ataca a profundidade e, já perto da linha final e joga atrasado. Rafa aparece solto, na entrada da pequena área, e finaliza sem pressão. Um golo simples, mas que diz muito sobre o espaço que o Hearts concedeu logo de início. 1-0 e tranquilidade imediata.

O Benfica tomou conta do jogo sem esforço. Posse alta, circulação paciente e um adversário incapaz de sair. Barreiro ia aparecendo bem entre linhas e Prestianni, mesmo quando não decidia sempre bem, dava dinâmica. Do outro lado, zero.

Aos 23’, novo golpe e novamente a explorar fragilidade. Canto na sequência de uma boa defesa de Beau Reus, bola tensa para a área e Tomás Araújo a ganhar nas alturas. O guarda-redes ainda toca, mas sem força suficiente para evitar o golo. 2-0 e sensação de jogo resolvido demasiado cedo.

O único momento de descontrolo encarnado apareceu aos 34’, quando Samuel Soares sai mal a um livre lateral e Laurent Mendy, ao segundo poste, acerta no travessão. Foi praticamente a única vez em que o Hearts ameaçou de verdade na primeira parte.

Aos 42’, mais um erro defensivo a complicar tudo para os escoceses. Mendy puxa Prestianni dentro da área e o árbitro não hesita. Pavlidis, com calma, atira para o meio e faz o 3-0. Um resultado pesado e, acima de tudo, justo pelo que se via.

A segunda parte trouxe exatamente o que se esperava: menos intensidade, mas o mesmo dono do jogo. Ainda assim, o Benfica não abrandou totalmente.

Aos 58’, pressão alta a resultar em recuperação em zona adiantada. A bola sobra para Prestianni que, com espaço, puxa para dentro e coloca em arco no poste mais distante. Um remate bonito, controlado, e o 4-0 que transforma a vantagem em goleada.

Mas houve um pequeno aviso. Aos 72’, o Hearts consegue finalmente construir com critério. Jogada trabalhada, alguma passividade na defesa encarnada e Renaud, com espaço à entrada da área, finaliza colocado. 4-1 e um daqueles golos que aparecem quando o jogo já parece resolvido demais.

O Benfica abanou ligeiramente, nada de dramático, mas suficiente para lembrar que não pode desligar.

Aos 86’, volta a acelerar e resolve de vez. Contra-ataque conduzido pela esquerda, Schjelderup espera o momento certo e serve Durán já dentro da área. Finalização simples, eficaz, e o primeiro golo do avançado pelo clube. 5-1.

Já no fecho, aos 90+4’, novo penálti por mão na bola. Schjelderup assume e fecha o resultado em 6-1. Números pesados, construídos com naturalidade.

Pós-jogo

Vitória robusta e eliminatória praticamente resolvida. Destaque para a facilidade com que o Benfica criou perigo sempre que quis, mas também para pequenos sinais de desconcentração defensiva. Prestianni deixou bons apontamentos e Barreiro deu muita presença no jogo interior. Já o Hearts mostrou limitações claras para este nível, apesar de um ou outro momento ofensivo.

Estatísticas no final do jogo

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