Benfica 5 – 0 St. Gallen | Análise

English English · 2 min de leitura

Neste Benfica vs St. Gallen analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Havia aqui uma obrigação clara. Não só de ganhar, mas de mostrar que o primeiro jogo foi um acidente. O Benfica entrou em campo com essa ideia, com mais intensidade e outra atitude, mas também com a noção de que não bastava ter bola. Era preciso transformar isso em golos.

O início é forte, com ritmo alto e pressão imediata. O St. Gallen tenta repetir a receita do primeiro jogo, muito focado em Baldé, sempre à procura de acelerar pela esquerda. E até cria um momento perigoso quando Trubin sai em falso, mas Baldé decide mal e desperdiça. Foi um aviso.

Mas a resposta do Benfica chega cedo. Aos 11’, num lance simples mas revelador, lançamento lateral rápido, Rafa ganha espaço e solta ao lado para Pavlidis. O avançado remata de frente, sem grande colocação, e a bola vai pelo meio da baliza. Watkowiak ainda toca com o pé, mas deixa passar. É daqueles lances em que o erro do guarda-redes pesa muito. 1-0 e tudo empatado no agregado.

O golo dá tranquilidade, mas também tira alguma urgência. O Benfica passa a controlar com bola, muita posse, circulação, mas menos agressividade. António Silva vai assumindo liderança atrás, até com vontade de aparecer na área adversária, enquanto Pavlidis desce bastante para ligar jogo, mas quase sempre bem marcado.

Do outro lado, o St. Gallen mantém a ideia. Pressão individual, homem a homem, arriscada. E isso cria espaços. Baldé ainda acerta no poste, num dos poucos momentos em que o Benfica se desorganiza, mas no geral, falta qualidade para aproveitar melhor essas situações. E isso começa a fazer diferença.

Na segunda parte, o Benfica volta a acelerar. Aos 55’, combinação rápida entre Pavlidis e Kaminski, com o avançado a receber já dentro da área e a finalizar rasteiro, sem hipótese. 2-0 e a eliminatória vira de vez. É um golo mais construído, mais limpo, a mostrar a diferença entre as equipas.

Logo a seguir, aos 57’, o jogo inclina-se ainda mais. Stanic vê o segundo amarelo ao travar um contra-ataque e deixa o St. Gallen com menos um. A partir daqui, a sensação é de inevitável.

O terceiro chega aos 67’, numa jogada algo confusa. Bah insiste, a bola vai e volta, e acaba por cair em Pavlidis, que não perdoa. Hat-trick e jogo praticamente fechado. Já sem grande resistência, o St. Gallen começa a acumular erros e espaços.

Aos 74’, Pavlidis completa o poker, de penálti, com um remate forte e colocado, ao ângulo. Confiança total, tudo a sair bem. E ainda houve tempo para mais.

Aos 82’, canto curto, Lukebakio trabalha bem na direita, cruza e Lenglet, de costas, desvia com classe para o fundo da baliza. Um toque subtil, quase despreocupado, mas eficaz. 5-0.

Até ao fim, o St. Gallen ainda tenta o golo de honra, e até podia ter conseguido, mas entre más decisões e alguma falta de qualidade, fica em branco.

Pós-jogo

O Benfica fez o que se exigia, com destaque claro para Pavlidis, decisivo e eficaz. António Silva também deixou sinais de liderança. Já o St. Gallen mostrou vontade, mas falta qualidade para este nível ficou evidente.

Estatísticas no final do jogo

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top