Escrevo isto no dia seguinte ao erro absurdo do Bento no clássico entre Al Nassr e Al Hilal, e isso fez-me pensar na situação do Brasil nos guarda-redes. Não diria decadente, mas complicada.
O Mundial está aí, a pressão só aumenta e a seleção brasileira já nem é top 3 favorito, talvez top 5. E uma das posições que levanta mais dúvidas é mesmo a baliza. Os três que devem ir são o Alisso, o Ederson e o Bento. E depois há aquele debate se o Hugo Souza devia entrar no lugar do Ederson ou do Bento.
Mas a pergunta é simples: tirando o Alisson, algum deles transmite confiança? E digo tirando o Alisson porque ele está lesionado. Deve ir ao Mundial? Deve, mas não nas condições ideais. E isso muda tudo, porque deixa de ser uma garantia absoluta de titularidade.
Num cenário em que ele não está a 100%, alguém se sente seguro com o Ederson ou com o Bento na baliza?
O Ederson está no Fenerbahçe, e eu nem acompanho muito, mas quando foi titular naquele amigável contra a França, levou dois chapéus nos dois golos. E com os pés, que é o ponto forte dele, nem parecia o mesmo. É isso que o brasileiro médio vê. Não vê a liga turca, vê estes momentos.
O Bento tem uma tendência preocupante: erra em jogos grandes. Ontem contra o Hilal, num jogo que era praticamente uma final, faz dois erros absurdos. E isto já não é caso único, também aconteceu contra o Al Ahli. Ou seja, em momentos de pressão, falha.
O Hugo Souza pode ser opção, mas sejamos honestos: sempre que o nome aparece é mais pelo fator penáltis. Ele é muito bom nisso. Mas titular num Mundial? Não sei.
E isto também mostra uma coisa: o Brasil deu passos atrás. Não digo que esteja cada vez pior em tudo, mas há posições que estão claramente num momento sombrio, e a baliza é uma delas.
Conclusão
Entre quatro opções, três vão ao Mundial e um tem que ser titular. O Alisson, estando bem fisicamente, é o titular sem discussão.
Mas se não estiver, nenhuma das outras opções dá verdadeira segurança. O Ederson não convence nos momentos que contam, o Bento falha em jogos grandes e o Hugo Souza seria mais uma aposta por penáltis do que por confiança total.
E isso, para uma seleção como o Brasil, diz muito.

