· 2 min de leituraNeste Celtic vs Milan analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Amigável de início de época, daqueles que dizem pouco no resultado, mas muito no processo. E havia curiosidade extra: primeiro jogo de Rúben Amorim no comando do Milan. Ideias novas, jogadores ausentes, tudo ainda em construção. Do outro lado, um Celtic mais estável, dentro do seu contexto, mas sem grande peso europeu. A sensação antes de começar era simples: mais importante testar do que ganhar, mas também ninguém queria sair daqui com má imagem.
E o jogo confirmou isso, especialmente para o Milan.
Aos 11’, o primeiro sinal de que há muito por afinar. Strahinja Pavlovic, completamente sem pressão, tenta jogar para trás e oferece literalmente o golo a Camilo Durán. O passe sai completamente ao lado e o avançado do Celtic só tem de encostar. Um erro básico, daqueles que não têm explicação a este nível. 1-0.
O Milan reagiu como? Com bola. Muita bola. Mas sem qualquer perigo. Posse estéril, lenta, previsível. O Celtic não precisava de fazer nada de extraordinário, bastava esperar.
E aos 27’, voltou a aproveitar. Ricci perde a bola numa zona proibida, Durán ganha na linha final, passe atrasado para Forrest, que aparece com a baliza basicamente aberta. Pavlovic volta a chegar tarde, sem reação. 2-0. Golo e assistência de Durán, completamente dentro do jogo.
Até ao intervalo, pouco mais. Um Milan sem ideias, sem profundidade e sem capacidade de incomodar. A primeira finalização só apareceu mesmo no fim, num remate de Comotto sem perigo. Muito pouco para quem tinha mais bola.
A segunda parte trouxe outra coisa.
Logo no arranque, penálti para o Milan e aos 47’, Camarda assume. Frio, simples, eficaz. Bola para um lado, guarda-redes para o outro. 2-1.
E aí o jogo mudou. Não foi só o golo, foi a energia. Chukwueze e Camarda entraram com outra velocidade, outra intenção.
Aos 52’, isso ficou claro. Jogada pela direita, Chukwueze conduz com qualidade, levanta a cabeça e cruza com precisão. Camarda ataca o espaço e cabeceia para dentro. Movimento de ponta de lança puro. Em poucos minutos, empatado. 2-2.
Durante algum tempo, o Milan foi claramente melhor. Mais intenso, mais direto, finalmente a criar perigo. Parecia que podia até virar o jogo.
Mas depois voltou a acalmar demais.
O Celtic reorganizou-se, baixou o ritmo e o jogo ficou mais partido. O Milan continuava com bola, mas já sem o mesmo impacto. E aqui entra um ponto importante: esta insistência em sair sempre curto, mesmo sob pressão, ainda vai dar problemas. Houve momentos claros de risco desnecessário.
Ainda assim, o Celtic também pouco fez na segunda parte. Uma ou outra aproximação, como o remate perigoso de Thomas Hatton, mas longe de justificar mais.
Pós-jogo
Mais do que o resultado, ficam as sensações. O Milan mostrou dois rostos: um primeiro tempo preocupante, cheio de erros básicos e sem criatividade, e uma segunda parte bem mais promissora, muito por causa da entrada de Chukwueze e Camarda.

