Corinthians 0 – 1 Santos | Análise

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Neste Corinthians vs Santos analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Corinthians e Santos chegaram a este clássico com necessidades diferentes, mas igualmente grandes. O Corinthians queria aproximar-se da zona de Libertadores, enquanto o Santos precisava de pontos para fugir ao rebaixamento. Neymar fazia apenas o seu segundo jogo fora de casa na temporada, e há uma curiosidade impossível de ignorar: a única vitória fora do Santos no Brasileirão tinha acontecido precisamente no primeiro jogo fora de casa do craque.

O jogo começou fraco, muito fraco mesmo. Nove minutos sem qualquer remate e pouca coisa para entusiasmar, enquanto o Corinthians tinha mais bola, mas sem conseguir transformar posse em perigo. O Santos também não fazia grande coisa, embora Gabriel Bontempo fosse claramente o jogador mais interessante no ataque.

Gabigol até marcou, mas aos 23 minutos o golo foi corretamente anulado por fora de jogo depois de uma assistência de Neymar.

As estatísticas da primeira parte explicavam a diferença entre posse e perigo: o Corinthians tinha 59% de bola, mas apenas 0,14 xG, enquanto o Santos chegava a 0,99.

O Santos, apesar de jogar mais recuado, ia encontrando algumas possibilidades na transição, e foi aí que apareceu o golo. Aos 33 minutos, falta sofrida por Bontempo e Neymar assumiu a cobrança. O livre foi ao ângulo, bateu no poste (ou com Hugo Souza aparentemente ainda a tocar na bola), voltou para Oliva, que apareceu no sítio certo para aproveitar a baliza aberta. 0-1. O Corinthians tinha mais posse, especialmente no meio-campo ofensivo, mas faltava-lhe precisamente aquilo que mais precisava: criatividade.

O cenário não mudou muito depois do intervalo. Depay começou a baixar mais, a conectar melhor com os colegas e a tentar participar na construção, mas o Corinthians continuava sem conseguir criar uma oportunidade realmente perigosa. O Santos, por outro lado, passou praticamente toda a segunda parte a defender.

Aos 67 minutos, Cuca ainda retirou Bontempo, um dos melhores do Santos até ali, para colocar Rony. Foi uma substituição difícil de entender, sobretudo porque os dois podiam perfeitamente jogar juntos.

O Corinthians foi aumentando a pressão e chegou aos 66% de posse na segunda parte, enquanto o Santos recuava cada vez mais. Pedro Raul entrou para dar presença na área, Raniele ainda cabeceou perto do poste, mas o empate nunca pareceu verdadeiramente iminente. E há um dado que explica bem o jogo: o Santos passou toda a segunda parte sem rematar. Zero remates durante 45 minutos, uma postura ofensiva muito pobre, mesmo reconhecendo que defensivamente a equipa esteve quase impecável.

Nos minutos finais, o Corinthians continuou a empurrar, mas sem criatividade suficiente para desmontar o bloco. O Santos aguentou até ao fim e conseguiu uma vitória importantíssima fora de casa.

Neymar não fez um jogo brilhante, longe disso, mas a sua presença voltou a coincidir com uma vitória do Santos como visitante. Segundo jogo fora, segunda vitória. Coincidência? Não parece.

Pós-jogo

É uma vitória enorme para o Santos na luta pela permanência. A equipa praticamente abdicou de atacar na segunda parte, mas conseguiu defender muito bem e proteger a vantagem.

Estatísticas no final do jogo

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