A Espanha é forte, mas tenho um pé atrás | Opinião

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Não me entendam errado: a Espanha tem uma seleção muito boa e entra como uma das favoritas ao Mundial. Mas vendo a convocação, sendo eu de fora, olhei e não senti aquele medo todo, principalmente quando comparo, por exemplo, com a França.

Isto quer dizer que a Espanha vai fracassar? Nada disso. Continua a ser das favoritas. Mas, honestamente, eu preferia apanhar a Espanha do que a França. E é simples: a França tem um nível absurdo de talento individual. A Espanha, para mim, é mais forte no coletivo.

Nos guarda-redes, estão muito bem servidos. Mas se o titular for mesmo o Unai Simón… é estranho, porque claramente é o mais fraco das três opções. Na defesa, não acho que tenham centrais de topo. Tens o Cubarsí, que é muito bom e tem um futuro brutal, mas depois? O Eric García é ok, cumpre, mas não é elite, vamos ser sinceros.

Na direita, Llorente e Porro são opções decentes, mais o Llorente, na minha opinião.

No meio-campo, há qualidade, sim. Mas se fores mesmo a fundo: o Rodri ainda não voltou ao nível pré-lesão e há momentos em que parece longe disso. O resto gosto, porque são jogadores diferentes, cada um dá algo à equipa.

No ataque é onde começam mais dúvidas:
Na esquerda, Nico Williams fez uma época abaixo do esperado. Na direita, tens o Yamal, mas vai chegar limitado fisicamente, não vai estar a 100%. E depois ponta de lança? Não tens uma referência segura.

E isso pesa muito. Chegaram ao ponto de levar o Borja Iglesias, que basicamente é aquela opção de “bola na área e rezar” nos minutos finais, caso seja preciso.

E sim, podes dizer “ah, eles podem recuperar forma”. Podem, mas isso vale para qualquer jogador de qualquer seleção, portanto não muda muito a análise.

Conclusão

A Espanha é forte, claro que é, mas não é aquele bicho papão. Tenho mais receio da França, e até de Portugal, porque quando o coletivo não funciona, o talento individual resolve, e aí essas seleções têm vantagem.
Na Espanha, o meio-campo, a lateral esquerda e a baliza são muito fortes. Mas no resto do campo há dúvidas reais: qualidade em alguns setores, jogadores em má forma e questões físicas.
Ou seja: continuam a ser das favoritas, mas não são intocáveis.

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