· 2 min de leituraNeste Fenerbahçe vs Roma analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Fenerbahçe e Roma chegavam ao primeiro jogo da Champions 2026/27 com tudo para criar um bom ambiente e um jogo interessante. O estádio turco é sempre um inferno para quem joga fora, mas a Roma chegava em boa forma e empatada com a Inter na liderança da Serie A. Do outro lado, o Fenerbahçe tinha nomes como Kanté, Aké, Ederson e Lukaku para tentar fazer a diferença.
Só que a primeira parte esteve longe de corresponder às expectativas.
A Roma começou com mais bola, chegando aos 68% de posse nos primeiros dez minutos, enquanto o Fenerbahçe defendia com calma e procurava sair rapidamente. Os turcos tiveram duas boas oportunidades em contra-ataques quase seguidos, com Elmaz e Aktürkoglu a obrigarem Svilar a defender, mas depois disso o jogo voltou a ficar muito preso.
A Roma também demorou a criar. Aos 21’, Dybala apareceu após uma recuperação ofensiva e rematou com pouco ângulo, mas Ederson defendeu tranquilamente. Durante largos minutos, nenhuma das equipas parecia realmente interessada em acelerar. O Fenerbahçe esperava pelo erro, mas pressionava pouco, e a Roma tinha bola sem conseguir transformar essa posse em perigo.
Até que Malen decidiu fazer alguma coisa diferente. Perto da área, recebeu, conduziu para a esquerda, voltou e preparava-se para rematar quando viu Cristante completamente sozinho. O passe foi feito no momento certo e Cristante deu um toque para a frente antes de rematar de fora da área. A bola foi colocada junto ao poste mais afastado, sem hipótese para Ederson. 0-1.
O Fenerbahçe apareceu completamente diferente depois do intervalo. Logo no início, Greenwood recebeu no corredor central e, com os dois centrais da Roma a subirem, abriu-se um espaço enorme. Archie Brown apareceu na desmarcação e, perante Svilar, decidiu com enorme categoria: uma finalização de cavada por cima do guarda-redes. 1-1. Muito frio.
A partir daí, finalmente apareceu vontade no Fenerbahçe. Kanté liderou um contra-ataque e colocou uma excelente bola para Muriqi, que ficou com espaço, mas Svilar saiu muito bem e fez uma grande mancha. Era uma oportunidade enorme para os turcos virarem o jogo.
A Roma continuava a ter bastante bola, mas havia um problema evidente: não criava perigo. Chegou a ter 66% de posse, mas as melhores oportunidades da segunda parte continuavam a pertencer ao Fenerbahçe.
Dybala ainda tentou ganhar vantagem num lance polémico, sofrendo uma falta que parecia ser fora da área e onde, na minha opinião, procurou claramente o contacto. O livre acabou por ser perigoso, mas o remate de Malen foi bloqueado.
Lukaku entrou e teve impacto imediato, participando numa transição que quase terminou com Aydın a rematar. Já perto do fim, Aké cabeceou ao travessão, embora estivesse fora de jogo.
Pós-jogo
O empate acaba por ser justo pelo que aconteceu no jogo inteiro, mas a segunda parte mostrou um Fenerbahçe muito superior ao da primeira. A Roma teve mais bola, mas os turcos tiveram as melhores oportunidades e, por isso, ficam provavelmente com a sensação de que podiam ter conseguido mais.


