· 2 min de leituraNeste França vs Inglaterra analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era o jogo que ninguém quer jogar, mas quando a bola começou a rolar… ninguém quis sair. França e Inglaterra transformaram a luta pelo terceiro lugar num caos completo. Defesas abertas, transições constantes, zero controlo. Um jogo quase irresponsável, mas incrivelmente divertido.
A Inglaterra entrou como se ainda estivesse na meia-final. Aos 3’, Doué falha um passe simples, Rice recupera, levanta a cabeça e dispara de fora da área. Colocado, sem hipótese para Maignan. 0-1 logo a abrir.
E não parou aí. A França parecia desligada, sem pressão, sem reação. A Inglaterra aproveitou cada espaço. Aos 18’, canto batido por Rice, Konsa foge completamente a Rabiot e cabeceia sozinho. É daqueles golos que dizem muito sobre a concentração defensiva. 0-2.
A diferença de intensidade era gritante. Spence dominava o corredor, Rashford criava desequilíbrios constantes, e a França via jogar.
Até que aos 36’, mais um golpe. Contra-ataque rápido, Rashford remata, Maignan defende, a jogada continua viva, confusão na área e Saka insiste até conseguir finalizar. A defesa francesa completamente perdida, sem conseguir aliviar. 0-3.
E ainda antes do intervalo, mais um. Aos 45+1’, Eze mete um passe perfeito na desmarcação, Saka aparece com tempo, tira o guarda-redes do caminho e encosta com classe. 0-4. Um resultado pesado, mas totalmente justificado pelo que se viu.
Parecia fechado. Não estava nem perto.
A segunda parte começou com outra França. Mais agressiva, mais direta, e acima de tudo com Mbappé decidido a transformar aquilo numa história dele.
Aos 47’, recuperação alta, Olise solta no timing certo e Mbappé finaliza cruzado. Simples, rápido, letal. 1-4.
E de repente, o jogo virou emocional. Aos 54’, Mbappé lança Barcola na profundidade, defesa inglesa aberta, e o avançado não perdoa. 2-4. Já não era só reação, era crença. A Inglaterra começou a tremer. Perdeu controlo, perdeu bola, perdeu confiança.
Aos 66’, combinação entre Olise e Mbappé, espaço na entrada da área e remate seco para dentro. 3-4. Hat-trick a aproximar-se, recordes a cair, e um jogo completamente virado do avesso.
E aqui a Inglaterra desapareceu durante largos minutos. Só não sofreu o empate porque Olise, incrivelmente, falhou tudo o que apareceu.
Mesmo assim, num jogo destes, o absurdo continua.
Aos 87’, Spence sofre falta na área, penálti claro. Saka assume e completa o hat-trick. 3-5. Num jogo lógico, isto matava tudo. Mas este jogo não queria lógica.
Aos 90+6’, Dembelé recebe na direita, puxa para dentro e remata colocado. 4-5. Mais um momento de caos.
E quando parecia que ainda podia haver empate, veio o golpe final. Aos 90+8’, contra-ataque rápido, Bellingham entra na área, finta com calma e finaliza sem tremer. 4-6.
Fim de um jogo completamente louco. Sem controlo, sem equilíbrio, mas com tudo aquilo que faz o futebol ser imprevisível. O melhor jogo do Mundial 2026.
Pós-jogo
Jogo completamente fora de controlo, mas que diz muito sobre mentalidade. A Inglaterra foi muito superior na primeira parte, desligou cedo demais e quase pagou caro.
A França acordou tarde, mas quando Mbappé decidiu jogar, mudou tudo. Ainda assim, defensivamente foi um desastre. No fim, ganha quem foi mais eficaz nos momentos certos.


