· 2 min de leituraNeste França vs Senegal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era daqueles jogos que prometiam muito mais do que só o resultado. França, candidata clara, cheia de talento, contra um Senegal que não vinha para passear e que desde o início mostrou exatamente isso.
Os primeiros minutos foram quase surpreendentes. Senegal mais agressivo, mais ligado, a ganhar duelos no meio-campo e a não deixar a França respirar. A equipa francesa tinha bola em alguns momentos, mas parecia sempre desconfortável, sem conseguir ligar jogo com naturalidade. Mbappé praticamente fora do jogo, muito bem controlado.
E o Senegal ia acreditando. Num contra-ataque rápido, Nicolas Jackson arranca pela esquerda, tira Upamecano do caminho com qualidade e remata forte. A bola bate no poste, ainda toca em Maignan, mas não entra. Foi o primeiro grande aviso sério.
A França, por outro lado, demorava muito a entrar. Quando tinha espaço, decidia mal. Quando acelerava, faltava precisão. Era uma equipa com talento, mas sem fluidez. E isso começou a ficar evidente até ao intervalo, com Senegal mais confortável do que se esperava.
Ainda antes do descanso, grande oportunidade desperdiçada. Mané trabalha bem pela esquerda, mete no meio e Ismaïla Sarr aparece em posição perfeita. Era só encostar, mas a bola sobe demasiado. Um daqueles lances que podem mudar jogos deste nível.
A segunda parte trouxe outra França. Mais direta, mais consciente do que tinha que fazer. E aí começou a aparecer um dos nomes do jogo: Olise. Sempre que tocava na bola, havia algo diferente.
Depois de alguns avisos, o momento decisivo chega aos 66’. Olise recebe, levanta a cabeça e mete um passe absurdo nas costas da defesa. Mbappé aparece, domina já em movimento e remata a virar, com classe, sem hipótese para Mendy. Um golo de talento puro, daqueles que resolvem jogos complicados.
O Senegal ainda tentou responder e até chegou ao golo pouco depois, com Jackson a rematar forte, mas estava fora de jogo. O lance não contou, mas serviu de aviso: o jogo estava longe de estar fechado.
A França, agora por cima, aproveitou o momento. Aos 82’, Rabiot conduz com espaço e encontra Barcola com um passe perfeito. Barcola aparece na velocidade e, na cara de Mendy, pica a bola com qualidade. Um golo frio, muito bem executado, que parecia fechar o jogo.
Mas este jogo ainda tinha mais qualquer coisa guardada. Já nos descontos, aos 90+5’, desatenção total da defesa francesa. Bola na área e Mbaye aproveita para reduzir. Erro evidente, especialmente de Maignan. 2-1
E quando parecia que ainda podia haver drama, a resposta foi imediata. Aos 90+6’, Mbappé pega na bola longe da área, sem grande oposição, e dispara com força. Um remate seco, potente, que só para no fundo da baliza. Um golaço a fechar.
Pós-jogo
A França ganha, mas não convence totalmente. Precisou de momentos individuais para desbloquear um jogo onde esteve desconfortável durante muito tempo. A segunda parte a França convenceu sim.
Já Senegal sai com sensação de que podia ter feito mais, especialmente pelo que mostrou na primeira parte.


