Atlético Mineiro 1 – 1 Bahia | Análise

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Neste Atlético Mineiro vs Bahia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Regresso do Brasileirão e um jogo que prometia equilíbrio. Atlético Mineiro e Bahia com objetivos claros, ritmo alto desde o início e aquela sensação de que qualquer detalhe podia decidir.

O Galo entrou melhor. Mais ligado, mais agressivo nos duelos e com uma ideia clara: explorar o lado direito do ataque, precisamente onde Zé Guilherme ia tendo dificuldades. Cuello foi dos primeiros a testar Ronaldo, e pouco depois uma jogada ensaiada em canto quase dava golo, com Cassierra a aparecer na área, mas bloqueado no momento certo.

Durante largos minutos, o jogo foi do Atlético. Mais bola, mais presença ofensiva, mais conforto. O Bahia parecia ainda a entrar no jogo, algo preso, sem conseguir ligar três passes com critério. Quando tentava acelerar, errava na decisão.

Mas o futebol raramente fica estático. O Bahia começou a crescer, a equilibrar a posse e a aproveitar alguns erros do Galo. Lyanco, por exemplo, compromete numa saída e quase oferecia um golo a Pulga, que não conseguiu bater Everson.

Ainda assim, as melhores sensações continuavam a ser do lado do Atlético. Willian José, com um cabeceamento cheio de intenção, acerta no poste num lance que já pedia golo. Era o aviso claro de que o jogo estava mais perto de cair para um lado.

E caiu mesmo.

Aos 45’, canto aparentemente resolvido, mas a bola sobra para Bernard, que insiste e mete de novo na área. Ruan Tressoldi sobe mais alto que toda a gente e cabeceia com qualidade para o canto mais afastado. Um golo construído na insistência, na segunda bola, no querer mais. 1-0 antes do intervalo.

Parecia um final justo para a primeira parte.

Mas a segunda contou outra história.

O Bahia voltou completamente diferente. Mais intenso, mais rápido a reagir à perda e, sobretudo, mais corajoso. O Galo, pelo contrário, desapareceu durante largos minutos. Sem pressão, sem bola, sem resposta.

E o empate acabou por surgir com naturalidade. Aos 57’, recuperação alta, bola na esquerda em Rodrigo Nestor que levanta a cabeça e cruza rasteiro. Ademir aparece com espaço e finaliza entre Everson e o poste. Não foi um remate perfeito, mas foi eficaz. 1-1.

A partir daí, o jogo mudou de dono. O Bahia dominava emocionalmente, ganhava duelos, parecia sempre mais próximo do segundo golo. O Atlético tentava respirar com bola, mas sem grande critério.

Mesmo assim, num jogo assim, há sempre espaço para um momento individual. Bernard, num contra-ataque, tira um adversário com classe e remata em arco, muito perto do poste. Foi um lampejo, mas pouco mais do que isso.

Muitas faltas, muitas paragens, jogadores já a acusar desgaste. Até ao fim, mais luta do que futebol. Bahia ainda acertou no travessão nos 90+5′ e era impossível dizer que não era merecido. O mesmo seria dito se fosse ao contrário.

Pós-jogo

Resultado justo. O Atlético foi melhor na primeira parte, o Bahia respondeu com uma segunda parte forte e cheia de personalidade. Fica a ideia de que o Bahia esteve mais perto de ganhar no final, mas faltou clareza nos últimos metros. Já o Galo tem de perceber porque caiu tanto depois do intervalo.

Estatísticas no final do jogo

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