Inglaterra 3 – 0 Chéquia | Análise

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Neste Inglaterra vs Chéquia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Inglaterra e Chéquia voltavam a encontrar-se na quarta jornada da Nations League, agora em solo inglês. No primeiro duelo, a Inglaterra só desbloqueou o jogo depois da expulsão de um jogador checo, já que até aí tinha criado muito pouco. Agora chegava depois de uma goleada histórica por 7-0 à Croácia, enquanto a Chéquia vinha de perder com a Espanha por 3-1 e ainda não tinha qualquer vitória na competição.

A Inglaterra começou como esperado, com muita posse, mas sem perigo. Aos 17′, havia quatro remates no jogo e nenhum tinha criado verdadeiramente problemas, todos de fora da área. E, curiosamente, a Chéquia estava a ter bons minutos com bola. Chegava a ser difícil lembrar-me de momentos assim no primeiro jogo, mesmo quando ainda tinha onze jogadores.

Aos 24′, Bellingham encontrou Morgan Rogers com um passe absurdo, mas o extremo não conseguiu colocar a bola no segundo poste para Kane. Trent também aparecia frequentemente pelo meio, quase como um médio, ajudando a Inglaterra a construir.

Aos 27′, chegou o primeiro golo, embora de uma forma bastante feia. Arnold conduziu pelo meio, colocou na direita para Kane, que cruzou para dentro. A bola ia a pingar, Coufal estava completamente sozinho e, sem ninguém sequer perto dele, acabou por mandar a bola para a própria baliza. Um autogolo bizarro e horroroso. 1-0.

A Inglaterra começou então a criar mais perigo pela direita. Aos 29′, Anderson teve espaço na área, mas rematou demasiado alto. E aos 40′ apareceu um golo completamente diferente. Anderson fez um passe de primeira absurdo para Morgan Rogers na direita, que também de primeira colocou a bola na área. Kane apareceu e finalizou. 2-0 e que bela jogada. Mais uma vez, tudo nasceu daquele lado direito.

A Chéquia tinha tido uma primeira parte relativamente honesta, mas o autogolo voltou a colocar o jogo no caminho esperado. Ao intervalo, 66% de posse para a Inglaterra e apenas 0.03 de xG para os checos.

Na segunda parte, a Inglaterra continuou a controlar. Aos 53′, Lewis-Skelly fez um belo drible no contra-ataque e Arnold encontrou Kane fora da área. O avançado rematou com espaço e a bola bateu no travessão. Seria um golaço. Pouco depois, Bellingham ainda tentou um toque de letra após cruzamento de Morgan Rogers, mas Hornícek defendeu.

Aos 57′, porém, Kane chegou novamente ao golo. Num canto ao segundo poste, movimentou-se muito bem para libertar-se do marcador, ganhou no ar e cabeceou. A bola bateu no chão, Hornícek ainda tocou nela, mas não conseguiu evitar o 3-0. Seis golos em quatro jogos nesta Nations League. Absurdo.

Depois disso, o jogo morreu lentamente. A Chéquia tinha mais alguma posse, mas continuava sem conseguir criar perigo. Aos 70′, tinha apenas um remate em todo o jogo. Macek ainda conseguiu o segundo aos 79′, de fora da área, mas nem acertou na baliza.

E era perfeitamente natural que a Inglaterra não quisesse forçar. Com 3-0, a Chéquia limitada e sendo este o último jogo antes do regresso ao futebol de clubes, não havia qualquer necessidade de arriscar lesões. A partir dos 75′, o jogo tornou-se bastante arrastado e assim terminou.

Pós-jogo

Não foi uma exibição espetacular da Inglaterra, mas foi uma vitória confortável. Kane continua absurdo, o lado direito voltou a ser decisivo e a Chéquia simplesmente não teve armas para incomodar.

Estatísticas no final do jogo

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