· 2 min de leituraNeste Inglaterra vs Croácia analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era um dos jogos mais interessantes desta primeira ronda. Inglaterra com mais talento, mais profundidade, mas com aquela pressão constante em cima de Tuchel. Do outro lado, Croácia, menos fresca, mas com aquela capacidade quase irritante de competir sempre.
O jogo começa logo com impacto. Aos 12’, Kane assume o pénalti depois de já ter falhado antes ( o pénalti foi repetido pois o guarda-redes croata defende fora da linha), e volta a bater para o mesmo lado. 1-0
A equipa inglesa estava melhor nessa fase, mais agressiva, mais direta, com Kane muito envolvido não só na finalização, mas também na construção. A Croácia demorou a entrar, mas quando entrou, começou a equilibrar.
E o empate nasce num momento de qualidade. Aos 36’, bola trabalhada pela direita, Sucic segura dentro da área e deixa para trás para Baturina. O remate sai com classe, colocado, Pickford ainda toca, mas não evita. Um golo que nasce de paciência e execução. 1-1.
A resposta inglesa foi imediata e, acima de tudo, simples. Aos 42’, Rice levanta na área, Kane movimenta-se bem e aparece completamente solto para cabecear. Ninguém o acompanha. E quando dás esse espaço a um jogador destes, já sabes como acaba.
Parecia que a Inglaterra ia para o intervalo por cima, mas a Croácia não desligou. Aos 45+5’, Perišić mete uma bola perfeita na desmarcação de Musa, que faz o movimento certo e finaliza com calma. Um golo muito bem desenhado, a explorar espaço nas costas. 2-2.
A segunda parte muda logo no início. Aos 47’, a Inglaterra sai bem da pressão, Anderson mete um passe excelente para Bellingham, que conduz com espaço, entra na área e finaliza ao poste mais distante. Um golo de quem tem tudo: físico, técnica e decisão.
A partir daí, foi talvez o melhor período inglês. Pressão alta, intensidade, várias oportunidades, Livaković a aparecer com boas defesas, especialmente a negar Kane. A Croácia sofreu, mas resistiu durante esse pico.
Depois disso, o jogo acalmou. A Inglaterra tirou o pé, a Croácia voltou a ter mais bola, mas já sem a mesma capacidade de ferir. Faltava velocidade, faltava frescura.
E quando a Croácia começava a acreditar novamente, a Inglaterra matou o jogo. Aos 86’, contra-ataque rápido e Saka solta para Rashford. Dentro da área, ele não tem pressa, ajusta, tira o defesa e finaliza com qualidade. Um golo de quem sabe exatamente o que está a fazer. 4-2.
Pós-jogo
Vitória importante da Inglaterra, que mostrou poder ofensivo e várias soluções, com Kane em destaque total. Ainda assim, defensivamente deixou espaços.
A Croácia mostrou qualidade em momentos específicos, mas teve dificuldades para acompanhar o ritmo quando o jogo acelerou.


