· 2 min de leituraNeste Inter vs Udinese analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
A Inter chegava à quarta jornada da Serie A com três vitórias em três jogos e, em casa, tinha obrigação de vencer uma Udinese limitada. A equipa vinha de uma derrota caótica contra o Real Madrid, mas continuava a mostrar um problema preocupante: em três jogos na liga já tinha sofrido quatro golos.
E o jogo começou da pior maneira possível.
Aos 9’, Unai Gómez cruzou e Abankwah apareceu com demasiada liberdade. O defesa afastou-se, cabeceou com muita liberdade e colocou a bola bem junto ao canto. Josep Martínez ficou sem reação. 0-1.
A Inter tentou responder e Barella encontrou Thuram na desmarcação. O francês cabeceou e obrigou Okoye a uma grande defesa. Mas, aos 16’, veio outro golpe. Davis dominou mal na esquerda, Diouf recuperou e colocou a bola perto da pequena área, onde havia um buraco enorme. Zieliński chegou muito devagar e Ekkelenkamp aproveitou. O remate ainda bateu em Josep Martínez e entrou. 0-2. Uma defesa da Inter sem vontade nenhuma.
A Udinese baixou depois do segundo golo e aceitou defender. Só que isso não resultou. Aos 26’, Abankwah aliviou um cruzamento como conseguiu e Carlos Augusto recebeu com espaço. O brasileiro avançou e rematou de muito longe. Imparável. 1-2.
Aos 35’, chegou o empate. Barella recuperou no meio-campo ofensivo, Thuram recebeu na área e devolveu. O passe não foi perfeito, mas Barella controlou, conduziu e rematou. Okoye foi apanhado desprevenido e a bola entrou. 2-2.
A Inter continuava a criar e Barella ainda obrigou Okoye a defender pouco depois. Pio Esposito, avançado que fixa os centrais e permite a Thuram flutuar, estava completamente desaparecido, com apenas seis toques na bola ao minuto 44.
Ao intervalo, a Inter tinha 57% de posse, 13 remates e 0,95 golos esperados, contra apenas 0,66 da Udinese. A diferença já era evidente.
Na segunda parte, a Inter acelerou. Aos 57’, Barella encontrou Diouf em velocidade pela direita. Conduziu até à linha final e colocou para dentro, onde Thuram apareceu para finalizar. 3-2 e a reviravolta estava feita.
A Udinese desapareceu. Não rematava desde o minuto 16 e, aos 67’, Pio Esposito apareceu finalmente. Zieliński recebeu na entrada da área com demasiado espaço e encontrou o avançado num buraco dentro da área. Dali não falharia. 4-2.
Aos 79’, Bonny participou numa combinação de apenas um toque, recebeu na área e rematou. Okoye defendeu, mas a bola ficou viva e Bonny apareceu primeiro para encostar. 5-2. A Inter já marcava sem precisar de forçar.
A Udinese ainda reduziu aos 90’. Dois jogadores apareceram juntos na área, a defesa da Inter voltou a ficar parada e Gueye rematou para fazer o 5-3. Josep Martínez podia ter feito melhor.
Pós-jogo
Foi uma grande vitória da Inter, mesmo sem Lautaro Martínez, poupado por escolha do treinador. Depois de sofrer dois golos cedo, a equipa reagiu muito bem e mostrou personalidade, mas os problemas defensivos continuam evidentes. Se quer voltar a dominar em Itália, não pode defender desta forma.


