· 2 min de leituraNeste Iraque vs Noruega analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Era um jogo com contexto claro: para a Noruega, não era só ganhar, era obrigatório ganhar. Num grupo destes, qualquer deslize contra o Iraque podia custar caro mais à frente. E isso sentiu-se, mas não da forma mais limpa possível.
A Noruega entrou com mais bola, como esperado, mas com algumas ideias estranhas. Sørloth encostado à direita, muito aberto, algo que continua a não fazer grande sentido. Mesmo assim, a equipa ia tendo presença ofensiva, muito à base da força física e da largura.
O primeiro aviso sério aparece cedo, com Haaland a ganhar a frente, a ir até à linha e a meter a bola na área, mas diretamente para Jalal Hassan.
O Iraque, sem medo, também dava sinais. Ali Al-Hamadi ainda arrisca de fora, mas sem direção. Não era uma equipa só a defender, tentava sair quando podia, principalmente pelos corredores.
O jogo ia ficando mais controlado pela Noruega e o golo acabou por surgir de forma natural. Aos 29’, jogada bem construída pela esquerda, Nusa segura, solta para Wolfe que mete um cruzamento rasteiro. Haaland aparece como ele sabe, ataca o espaço e encosta. Simples, eficaz. Primeiro golo dele em Mundiais, e parecia que o jogo ia abrir.
Mas o Iraque respondeu, e respondeu bem. Aos 39’, tudo começa em Ali Jasim, que faz o que quer de Ryerson na esquerda. Ganha espaço, espera e solta para Amir Al-Ammari na linha final. Cruzamento com tempo e qualidade, e Aymen Hussein aparece no meio para cabecear para dentro. 1-1.
A igualdade não durou muito, e aqui entra o lado mais cruel do jogo. Aos 43’, erro claro de Zaid Tahseen, passe curto para trás, sem força. Haaland percebe tudo antes de toda a gente, arranca, chega primeiro que o guarda-redes e finaliza. Um presente oferecido e aproveitado sem hesitação.
Na segunda parte, o ritmo caiu bastante. A Noruega parecia confortável com a vantagem e o Iraque já não tinha a mesma energia. Houve mais controlo do que intenção, mais gestão do que procura ativa pelo golo.
O jogo arrastava-se até que, numa bola parada, a Noruega resolveu mesmo fechar. Aos 76’, jogada ensaiada, cruzamento para a área, Haaland e Østigård atacam de trás. A defesa perde a referência e Østigård aparece livre para cabecear para dentro. Mais um golo que mostra a diferença física. 1-3.
A partir daí, foi controlo total. A Noruega baixou o ritmo, segurou a bola, sem grande pressa. O Iraque ainda tentava, mas já sem capacidade real para ameaçar.
Já no fim, aos 90+6’, bola na área, confusão, ressaltos e Thorstvedt acaba por empurrar para dentro. Talvez até tenha sido auto-golo. Um lance algo estranho, mas que acaba por contar e fecha o resultado.
Pós-jogo
A Noruega cumpre, soma três pontos importantes, mas não deslumbra.
Já o Iraque mostrou mais do que se esperava em certos momentos, especialmente na primeira parte, mas faltou consistência para aguentar o jogo todo. No fim, é uma seleção limitada.


