Man United 4 – 0 Sabah | Análise

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Neste Man United vs Sabah analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Man United está de volta à Champions League depois de várias temporadas afastado e tinha aqui um começo perfeito: jogar em casa contra uma equipa muito modesta do Azerbaijão. Se quer terminar no top 8 e passar diretamente, o United tem de aproveitar estes jogos, não apenas para ganhar, mas também para marcar muitos golos.

O United tinha mais bola e alguns remates dentro da área, mas esperava-se muito mais perante este adversário. O Sabah defendia num 4-1-4-1. Tentava ter bola e jogar, embora as limitações fossem evidentes. Kaheem Parris ainda teve uma boa jogada individual, passou por vários jogadores, mas acabou por forçar demasiado.

Aos 23’, Mainoo encontrou Bruno Fernandes na corrida dentro da área. O português tentou colocar no meio para Sesko, mas Daşdəmirov apareceu bem e cortou. Aos 27’, uma recuperação ofensiva deixou Mbeumo com bola, que encontrou Bruno. O capitão abriu no corredor para Dorgu e o dinamarquês colocou bem a bola na pequena área. Matheus Cunha apareceu no sítio certo e só teve de tocar para dentro. Pokatilov, guarda-redes e capitão do Sabah, ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o 1-0.

O Sabah teve a sua primeira grande oportunidade. Parris ganhou o um contra um a Dorgu e cruzou para o segundo poste, onde Joy-Lance Mickels, o homem-golo da equipa, apareceu sozinho. O remate saiu para fora.

O Sabah também mostrava as suas limitações. Num cruzamento rasteiro, deixou espaço enorme à entrada da área e Bruno apareceu sozinho, mas rematou demasiado alto.

Até que, aos 44’, Bruno voltou a aparecer. Matheus Cunha recebeu na esquerda e colocou em Tielemans perto da linha final. Em vez de forçar o remate, o belga girou e colocou para trás. Bruno apareceu e rematou para o fundo da baliza. 2-0.

E ainda houve tempo para mais um. Bruno passou de primeira para Mbeumo, que colocou na desmarcação de Sesko. Sesko ficou sozinho, passou pelo guarda-redes e finalizou tranquilamente. 3-0. Jogo resolvido ao intervalo.

O United tinha 58% de posse e 2,38 golos esperados, contra 0,35 do Sabah. A diferença era clara.

Na segunda parte, o jogo ficou muito mais tranquilo. O Sabah chegou a ter mais posse nos primeiros minutos, mas sem criar perigo. O United entrou em gestão e ainda viu Cunha obrigar Pokatilov a uma grande defesa num remate rasteiro.

Aos 68’, apareceu o quarto. Bruno bateu um livre ensaiado e colocou a bola picada para a área. Zirkzee fez um belo toque de calcanhar, a bola foi bloqueada e acabou por bater no guarda-redes. Lisandro Martínez estava no sítio certo e só teve de aceitar o presente. 4-0.

Depois disso, pouco aconteceu. O jogo estava tão tranquilo que os adeptos já cantavam United Road. O Sabah tentou, mas era demasiado limitado. Mbina ainda cabeceou perto do fim e quase marcou, mas o United controlou.

Pós-jogo

O Man United fez aquilo que tinha de fazer: ganhou, marcou quatro e nunca teve verdadeiramente o jogo em risco. A primeira parte podia ter sido mais forte, mas depois dos três golos, a equipa limitou-se a gerir. Para uma estreia destas na Champions, era exatamente o que se pedia.

Estatísticas no final do jogo

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