· 2 min de leituraNeste México vs Inglaterra analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Havia um ambiente especial antes do jogo, e isso sentia-se desde o primeiro minuto. O México, empurrado pelo Azteca, entrou com intensidade, pressão alta e vontade de mandar. A Inglaterra, mais expectante, tentava controlar com bola, mas sem grande profundidade.
Durante boa parte da primeira parte, o jogo foi isso: México mais ativo, mais presente no meio-campo ofensivo, Inglaterra com posse mais cautelosa. Ainda assim, oportunidades claras eram raras. O México pressionava bem, mas faltava definição. A Inglaterra, quando acelerava, mostrava que podia ferir.
E foi exatamente assim que o jogo virou de forma quase inexplicável.
Aos 37’, bola direta para a direita, Saka ganha espaço no um contra um e cruza com precisão. Bellingham aparece na área, ataca bem o espaço e cabeceia para dentro. Um lance típico de quem sabe explorar o momento certo.
E antes que o México percebesse o que tinha acontecido, veio o segundo. Aos 38’, pressão alta da Inglaterra, Kane recupera na direita e mete na pequena área. Bellingham, com pouco espaço, reage rápido e finaliza. Dois golos em praticamente dois minutos, num cenário em que o México parecia mais confortável.
Mas este jogo estava longe de ser normal.
A reação mexicana não demorou. Aos 42’, livre lateral, cruzamento para a área, corte incompleto de Konsa e a bola sobra para Quiñones. Ele não pensa duas vezes e remata com força, direto ao teto da baliza. Um golo que devolve completamente o México ao jogo.
E até ao intervalo, só deu México. Pressão, intensidade, oportunidades. Raul Jiménez teve uma grande chance de cabeça, Pickford respondeu, e ainda houve um corte decisivo de Bellingham quase em cima da linha. Um final de primeira parte caótico e completamente aberto.
Na segunda parte, a Inglaterra até entra melhor, mais organizada, mais segura com bola. Mas tudo muda num lance.
Aos 53’, Quansah entra de forma dura sobre Gallardo e vê vermelho direto. Um lance discutível na intenção, mas claro no contacto. E a partir daí, o jogo muda completamente.
Curiosamente, mesmo com menos um, é a Inglaterra que volta a marcar. Aos 60’, bola longa de Pickford, Kane ganha de cabeça e Gordon sofre falta do guarda-redes. Na cobrança, Kane não falha e faz o terceiro. 1-3
O México volta a responder quase de imediato. Após revisão do VAR, é assinalado pénalti por falta de Kane. Aos 69’, Raul Jiménez bate com calma e reduz. E aí o jogo transforma-se num ataque contra defesa.
Até ao fim, foi praticamente só México. Bola no meio-campo ofensivo, cruzamentos constantes, tentativas de todos os lados. A entrada de um avançado mais físico mostra bem a ideia: carregar área e insistir.
A Inglaterra defende como pode. Bloco baixo, cortes, sofrimento. Pickford aparece quando é preciso, a defesa vai resistindo, e o tempo vai passando.
Ainda houve um último susto já nos descontos, com a bola a passar muito perto do poste, mas não entrou. E no meio de tudo isto, fica um jogo completamente louco.
Pós-jogo
A Inglaterra sobreviveu. Não foi melhor, não controlou, mas foi eficaz nos momentos chave. Bellingham decidiu cedo e Kane segurou depois.
Já o México fez um grande jogo, especialmente em termos de atitude e pressão, mas pagou caro aqueles dois minutos fatais.


