Ontem saiu a informação, divulgada pela CBF, a federação brasileira de futebol, de que o Neymar tem uma lesão de segundo grau e, caso não seja cortado da convocação, vai perder pelo menos um jogo. o primeiro, contra Marrocos. O meu ponto não é sobre a lesão em si, mas sobre a falta de informação que o Santos deu à CBF e o que isto pode significar daqui para a frente.
O Neymar lesionou-se em campo um dia (ou perto disso) antes da convocação final para o Mundial. Na altura, disseram que era algo simples, apenas um edema. Mas dias depois, ontem, quando o Neymar chegou ao estágio da seleção, perceberam em poucas horas que afinal se trata de uma lesão muscular. Isto levanta dúvidas: será que os médicos do Santos não têm capacidade para avaliar corretamente o estado dos jogadores ou fingiram que estava tudo bem só para o Neymar ser convocado? Não quero duvidar da ética de ninguém, mas há demasiados sinais que apontam nessa direção.
Assim sendo, o Neymar já não seria titular, mas ainda conseguia, fisicamente, acabar mais jogos do que antes, mesmo não estando a entregar muito tecnicamente. Mas e agora? Ele tem que ser retirado da convocação, tem que ser substituído, porque já chega.
“Ah, mas ele é especial”, sim, mas neste momento não consegue entregar, nem tecnicamente, de forma consistente pelo Santos. Nem em jogos mais fracos. Imagina num Mundial, mesmo vindo do banco.
Ele tem que sair, porque está a tirar o lugar a quem realmente pode acrescentar algo. Até agora, a convocação do Neymar só trouxe mediatismo, confusão e desviou o foco do resto da seleção, como, por exemplo, os problemas nas laterais. É sempre Neymar para aqui, Neymar para ali.
O Ancelotti disse que quer jogadores a 100%. O Neymar foi chamado nem a 50%, mas foi, muito por pressão para que estivesse presente de qualquer maneira. E agora estamos neste cenário. Parabéns a quem pediu o Neymar sem olhar ao contexto e ao momento atual. Já se sabia que isto podia acontecer: com ou sem lesão.
Conclusão
O Neymar não deveria ter sido convocado e, agora lesionado, tem que sair. Já não há justificação. O Brasil já nem está entre as 5 principais favoritas e ainda tenta forçar a presença de um jogador nestas condições. Vai continuar a ser o centro das atenções: jogue, fique no banco ou entre. E, no final, não vai acrescentar praticamente nada.

