Noruega 1 – 2 Portugal | Análise

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Neste Noruega vs Portugal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Portugal chegava ao segundo jogo da Nations League depois de uma vitória magra, enquanto a Noruega vinha de uma vitória igualmente importante frente à Dinamarca, num jogo em que Haaland marcou os dois golos. Era também o primeiro teste realmente exigente para Jorge Jesus depois da chegada à seleção. A Noruega vinha de um Mundial histórico, onde chegou a eliminar o Brasil, enquanto Portugal tinha ficado muito aquém das expectativas e caiu nos oitavos frente à Espanha.

E havia uma ausência que chamava imediatamente a atenção: Cristiano Ronaldo começava no banco. Também Vitinha não era titular, enquanto Bruno Fernandes estava lesionado. Portugal entrava, portanto, bastante diferente, e a Noruega começou por assumir mais bola. Ainda assim, a pressão portuguesa era intensa e o ritmo era alto, embora sem oportunidades nos primeiros dez minutos.

A primeira surgiu para Portugal, com Francisco Conceição a cruzar e Neves a cabecear por cima. Mas a Noruega respondeu imediatamente. Ødegaard encontrou Haaland com um passe fantástico por cima da defesa, o avançado rematou de primeira e Diogo Costa fez uma grande defesa.

Portugal acabaria por marcar na primeira verdadeira oportunidade. Aos 17 minutos, Nuno Mendes apareceu com um belo movimento, Pedro Neto recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para João Félix. O avançado dominou, rematou e colocou a bola no fundo da rede. 0-1. Segundo golo de Félix em dois jogos nesta Nations League e Portugal estava na frente apesar de a Noruega estar a controlar mais a partida.

Só que Haaland continuava a aparecer. Depois de um cruzamento, Diogo Costa não conseguiu agarrar a bola e esta ficou à mercê do avançado. O remate parecia destinado à baliza, mas Rúben Dias apareceu com um corte enorme para impedir o empate.

E havia também Nusa. O extremo norueguês estava a fazer uma exibição absurda. Cada vez que recebia pela esquerda e acertava no drible, era extremamente difícil pará-lo. É daqueles jogadores que dá gosto ver porque parece capaz de criar perigo sempre que recebe a bola.

A Noruega foi crescendo e terminou a primeira parte muito melhor. Nusa cruzou para Haaland, que cabeceou com a bola a picar no relvado, e Diogo Costa voltou a responder com uma excelente defesa. Ao intervalo, os números explicavam bem o jogo: 59% de posse para a Noruega, 15 remates contra 8 e 1.44 de xG contra 0.43 de Portugal. Haaland tinha cinco tentativas em apenas 11 toques.

A segunda parte começou com Nusa a continuar a infernizar a vida de João Cancelo. Aos 51 minutos, a Noruega finalmente encontrou o empate. Livre batido, Diogo Costa defendeu e Patrick Berg tocou para o lado, onde Haaland apareceu para encostar. 1-1.

Mas Portugal respondeu praticamente de imediato e contou com uma enorme ajuda da Noruega. Nyland, sem qualquer pressão, tentou sair a jogar e ofereceu a bola a Gonçalo Ramos. O avançado recebeu, levantou a cabeça e fez uma excelente finalização por cima do guarda-redes. 1-2. Um erro completamente desnecessário de Nyland.

Ramos ainda teve uma oportunidade absurda pouco depois. Leão rematou, Aursnes desviou para o travessão e a bola ficou perfeita para o avançado português, que conseguiu falhar com a baliza praticamente à sua frente. E logo depois marcou novamente, mas o golo foi anulado por fora de jogo milimétrico, mas corretamente.

Portugal começava a defender bem a vantagem. A Noruega continuava com mais bola, chegou aos 63% de posse na segunda parte, mas perdeu progressivamente o ímpeto. Depois dos três remates no minuto 51, deixou de criar perigo evidente. Isto também mostra mérito português: a equipa soube sofrer e controlar uma Noruega que tinha chegado aos 2.50 de xG.

E havia uma pergunta no estádio que nunca desaparecia: quando entraria Ronaldo? Aos 75 minutos ainda não tinha entrado. Aos 81, saiu Gonçalo Ramos e entrou Trincão. Ronaldo continuava no banco. Pouco depois, Bernardo Silva entrou por Pedro Neto e Portugal esgotou as substituições. Ronaldo não iria mesmo jogar.

É uma pena para quem viajou até à Noruega a pensar que iria vê-lo. E também é difícil ignorar que o apoio seria provavelmente menor se já estivesse oficializado antes do jogo que Ronaldo não jogaria, em vez de estar no banco e deixar essa possibilidade aberta.

Nos minutos finais, Portugal já não tinha qualquer pressa. A Noruega tentava, mas continuava sem criar perigo desde o minuto 51. Renato Veiga fazia um bom trabalho defensivo e Portugal geria a bola e o relógio.

Pós-jogo

Não foi uma vitória dominante, longe disso, mas foi uma vitória construída sobretudo na eficácia e na capacidade de sofrer. A Noruega teve mais posse, muito mais remates e 2.50 de xG. Portugal teve 0.98 e marcou duas vezes.

Estatísticas no final do jogo

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