Desde que este Mundial começou, a Argentina é, de longe, a seleção mais odiada. Já o era antes, mas neste torneio o ódio aumentou de forma absurda e, sinceramente, há motivos para isso.
O estilo argentino, esse gosto pelo jogo físico, pela pancadaria, é algo que vem de baixo, das camadas jovens até ao topo. Vê-se nas competições sul-americanas, Libertadores, Sudamericana, e naturalmente chega à seleção. Contra outras seleções, especialmente fora desse contexto, isto choca mais e gera rejeição.
Claro que há também o fator Messi. Tal como acontece com Neymar, Cristiano Ronaldo, Yamal e outros nomes grandes, há sempre uma divisão. Mas aqui foi diferente. O ódio tornou-se global, ou pelo menos muito visível no lado ocidental.
Esse estilo agressivo e a atitude de superioridade são pontos criticáveis. Mas, ao mesmo tempo, foi isso que os trouxe até aqui. São competitivos ao extremo, jogam no limite e vivem muito em função do Messi.
Depois há a arbitragem. Não dá para acusar diretamente, mas houve decisões que levantaram muitas dúvidas. E isto não é de agora. Já em 2022 houve a mesma conversa.
E o mais frustrante para quem estava contra: a Argentina esteve várias vezes perto de cair. Sofreu para ganhar a Cabo Verde, virou contra o Egito, teve dificuldades contra a Suíça, aproveitou a burrice da Inglaterra. Sempre no limite, sempre com golos tardios, sempre a encontrar forma de passar.
Era esta a final que o mundo queria? Nem por isso, mas venceu quem realmente mereceu.
Conclusão
A Argentina pode não jogar o futebol mais bonito, pode irritar e gerar rejeição, mas há uma coisa que não se pode negar: sabe competir. Merecem ser odiados e têm comportamentos de criança em vários e vários momentos da sua história, no Mundial e em cada jogo.

