Pakhtakor Tashkent 2 – 6 Al Nassr | Análise

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Neste Pakhtakor Tashkent vs Al Nassr analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Al Nassr chegava à quarta jornada da AFC Elite com a obrigação de vencer, mesmo sem Cristiano Ronaldo, que ficou de fora para descansar. O adversário era o Pakhtakor Tashkent, uma equipa de nível inferior no contexto asiático, pelo que se esperava uma vitória tranquila. Mas havia uma preocupação habitual: o Al Nassr tem talento para dominar estes encontros, embora nem sempre convença e continue a sofrer demasiados golos.

Sem Ronaldo, Al-Hamdan passou para ponta de lança, Yahya ocupou a direita e o jovem Awad Aman foi titular na lateral esquerda. O início foi positivo e, aos 15 minutos, o Al Nassr abriu o marcador. Awad Aman encontrou Félix entre linhas, o português lançou Al-Hamdan em profundidade e o avançado finalizou entre os centrais. A bola ainda desviou ligeiramente num defesa, mas entrou. Dois minutos depois, Félix aproveitou um erro defensivo, conduziu, deixou um adversário no chão com um excelente drible e finalizou de trivela. Um belo golo para fazer o 0-2.

O encontro parecia resolvido, mas o Al Nassr voltou a mostrar os problemas habituais. Aos 25 minutos, Flamarion fez uma grande jogada individual pelo corredor central e encontrou Mozgovoy, que finalizou perto do ângulo. O golo foi anulado por fora de jogo milimétrico, mas foi um aviso. Aos 32, Félix voltou a marcar, depois de mais um erro na saída de bola do Pakhtakor. O remate não saiu particularmente bem, foi à figura de Nazarov, mas o guarda-redes deixou a bola entrar. Dois golos para Félix, que já estava diretamente envolvido nos três da equipa.

Quatro minutos depois, o Pakhtakor reduziu. Nasrulloev ultrapassou Al-Amri pela esquerda e cruzou para Flamarion, completamente sozinho na área. O brasileiro finalizou sem dificuldade. Um lance defensivo absolutamente patético: Al-Amri tinha abandonado a sua zona, Samu Costa precisou de recuar para compensar e ninguém ocupou o espaço que ficou livre. O Al Nassr vencia por 1-3, mas a primeira parte foi muito mais equilibrada do que devia. As duas equipas tiveram praticamente a mesma posse de bola e o Pakhtakor até conseguiu criar perigo com alguma facilidade.

Ao intervalo, Yahya saiu depois de sentir uma lesão e Ghareeb entrou. Aos 53 minutos, Félix bateu um canto e Al-Amri apareceu sozinho para cabecear e fazer o 1-4. Segunda assistência do português, que chegava às seis nos últimos dois jogos. Aos 62, foi a vez de Ghareeb marcar. Awad Aman lançou Mané em velocidade num contra-ataque, o senegalês cruzou para o segundo poste e Ghareeb dominou antes de finalizar. Era daqueles lances em que, assim que Mané recebeu a bola, parecia praticamente certo que acabaria em golo.

O Pakhtakor ainda obrigou Bento a trabalhar, mas voltou a falhar uma oportunidade inacreditável aos 73 minutos. Depois de uma defesa do guarda-redes, Abdumazhidov teve a baliza praticamente à disposição e rematou por cima. Dois minutos depois, Khamdamov aproveitou uma bola que sobrou na área e bateu Bento para fazer o 2-5. O Al Nassr continuava a oferecer golos.

A resposta chegou aos 79: Al-Hamdan ganhou espaço junto à linha final e cruzou para Ângelo encostar ao segundo poste.

Pós-jogo

O 2-6 confirma uma vitória folgada, mas não esconde os problemas. João Félix foi extraordinário, com dois golos e duas assistências, e o ataque voltou a mostrar a qualidade individual que tem. Porém, sofrer dois golos e permitir tantas ocasiões a este adversário é preocupante.

Estatísticas no final do jogo

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