· 2 min de leituraNeste Real Madrid vs Leipzig analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Real Madrid chegava à terceira jornada da Champions depois de uma reviravolta fantástica frente à Roma, mas a exibição seguinte, já na La Liga, tinha deixado sinais positivos. Mourinho voltou a mexer no meio-campo, apostando em Camavinga e Bernardo Silva, enquanto Valverde continuava adaptado a lateral direito. Do outro lado, o Leipzig vinha de uma derrota pesada por 6-1 frente ao Bayern. Era uma oportunidade para perceber se a equipa alemã tinha aprendido alguma coisa com esse resultado.
Os primeiros minutos foram equilibrados, com o Real a ter mais bola, mas sem grande perigo. O Leipzig também não ficou escondido e, aos 13 minutos, Nusa mostrou porquê. Recebeu uma bola virada, dominou de forma fantástica e passou por Valverde antes de entrar na área. A jogada acabou bloqueada, mas deixou um aviso: o lateral do Real ia ter uma tarde complicada.
O jogo continuava sem grandes ocasiões até aos 28 minutos, quando um erro de Carreras permitiu ao Leipzig sair em contra-ataque. Nkunku encontrou Raum, que serviu Rômulo, mas Courtois respondeu com uma boa defesa. O Real também ameaçou, com Vini Jr a obrigar Vandevoordt a intervir, mas o Leipzig estava confortável e conseguia explorar os espaços.
Aos 40 minutos, surgiu a melhor oportunidade até então. Raum voltou a conduzir um contra-ataque e deixou Nkunku isolado perante Courtois. O avançado tinha tudo para marcar, mas finalizou mal e permitiu a defesa. Foi um desperdício importante, porque o Real não demorou a castigar.
Aos 44 minutos, Bellingham encontrou Güler, que combinou com Mbappé antes de a bola chegar a Valverde. O uruguaio cruzou, Güler rematou e, após a defesa incompleta do guarda-redes, Bernardo Silva apareceu para encostar. O Real estava na frente, embora, no conjunto da primeira parte, tenha sentido mais dificuldades do que o resultado sugeria.
A segunda parte começou com mais uma defesa de Vandevoordt, desta vez a um remate de Valverde. Mas, aos 52 minutos, o Real aumentou a vantagem. Bellingham cruzou para o segundo poste, Mbappé ganhou no ar e, quando a bola seguia para a baliza, Güler apareceu praticamente em cima da linha para finalizar. O golo acabou por ser do turco, embora Mbappé já parecesse ter feito o trabalho.
O Leipzig ainda tentou reagir. Rômulo esteve perto de marcar, primeiro com um remate travado por Valverde e depois num cabeceamento que saiu por cima. Mas faltava consistência para transformar essas aproximações em perigo real. Do lado do Real, Vini Jr fez um jogo competente, sem deslumbrar, mas também sem repetir as exibições preocupantes das últimas semanas.
Aos 70 minutos, Mourinho retirou o brasileiro e Carreras, lançando Diomandé, antigo jogador do Leipzig. Mais tarde, Güler também saiu, numa daquelas substituições habituais do Mourinho. Aos 83 minutos, Diomandé encontrou Mbappé à entrada da área e o francês, sem precisar de grande balanço, rematou colocado junto ao ângulo. Um golaço.
O Leipzig ainda reduziu dois minutos depois, com Gomis a finalizar após uma boa arrancada de Baumgartner. Mas a resposta do Real foi imediata: Brahim cruzou para Diomandé, que rematou de primeira e colocou a bola no ângulo. Outro golaço, desta vez com a lei do ex a fazer das suas.
Pós-jogo
O Real venceu por 4-1 e voltou a mostrar a sua capacidade ofensiva. Diomandé aproveitou os poucos minutos para deixar uma mensagem clara: neste momento, tem argumentos para ser titular, mesmo com Vini Jr disponível.


