· 2 min de leituraNeste Rosenborg vs Man United analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Amigável, sim, mas há amigáveis que dizem coisas. E depois de perder com o Wrexham, o Manchester United entrou aqui com mais a provar do que seria suposto numa pré-temporada.
Do outro lado, um Rosenborg em pleno ritmo competitivo, já com jogos nas pernas e com outra intensidade natural. Isso notou-se nos primeiros minutos. O United tinha mais bola, mas faltava-lhe ritmo, clareza e alguma agressividade no último terço.
Ainda assim, a primeira oportunidade até foi inglesa. Erro defensivo, Zirkzee segura bem de costas e solta em Mbeumo, que remata fraco, sem convicção. Era o tipo de lance que pedia mais.
O jogo foi andando meio morno. O United tentava construir, com Andrey Santos a dar critério por dentro e Dorgu a aparecer mais aberto, mas tudo muito previsível. O Rosenborg, por sua vez, também não criava grande perigo, mas parecia mais confortável no ritmo do jogo.
Até que o espaço apareceu. E quando aparece, este tipo de equipa aproveita.
Aos 30’, transição rápida, Zirkzee recebe no meio-campo e levanta a cabeça. Vê Shea Lacey aberto na direita e mete a bola no timing certo. Lacey entra na área, puxa para dentro com calma e remata colocado, com qualidade, para o poste mais afastado. Um golo limpo, de execução simples, mas muito bem feito. 0-1
O golo trouxe alguma tranquilidade ao United. Zirkzee começou a aparecer mais, a ligar melhor o jogo, e o próprio Mbeumo esteve mais envolvido. Num livre lateral, foi dele o cruzamento para Yoro, que sobe bem e acerta no travessão. Podia ter sido o segundo.
Mas o intervalo chegou com essa margem mínima e uma sensação clara: o United estava melhor, mas ainda longe de convencer.
Na segunda parte, veio o melhor momento do jogo. E veio dos pés de Zirkzee.
Aos 55’, jogada rápida pela esquerda, Harry Amass ganha espaço e mete dentro. Zirkzee recebe no centro, encara o defesa e finta para um lado e depois para o outro. Passa pelo primeiro, faz exatamente o mesmo movimento sobre o guarda-redes e finaliza com classe. Um golo de rua, de confiança, de quem estava a precisar disto. 0-2.
Aos 63’, bola parada e alguma confusão na área. A defesa não consegue aliviar, a bola sobra para Jacob Devaney que, com espaço, remata forte para o teto da baliza. 0-3. Um golo de oportunismo, típico de quem aparece no sítio certo.
O Rosenborg ainda tentou reagir. Teve um lance em velocidade, pediu-se falta, o jogo seguiu e Ceïde apareceu na área a rematar com perigo, mas sem sucesso. Foi um dos poucos momentos em que realmente assustaram.
Já com só jovens em campo, golos de Amass e Williams quase com o mesmo erro. Bola pela direita, overlap de Kamason e o tap-in perto do segundo poste. 0-5 e acabou assim o amigável.
Pós-jogo
Zirkzee foi o destaque, com golo e assistência e muita influência no jogo. Ainda há muito a afinar, principalmente na construção, mas já houve sinais melhores. O Rosenborg mostrou intensidade, mas pouca eficácia.

