Rudi Garcia e a seleção da Bélgica partem caminhos após o fim do Mundial, e temos que falar sobre o Rudi porque, genuinamente, acredito que os últimos três trabalhos não foram propriamente incríveis e que ele nunca consegue trazer uma estabilidade interessante. Os últimos três trabalhos são o do Al Nassr, Napoli e agora a seleção belga.
Com o Al Nassr, foi uma temporada de trabalho, sendo a parte mais relevante a partir da entrada do Cristiano, e sinceramente, fraco. A equipa do Al Nassr não era assim tão forte, aliás, comparada com a atual, era muito mais fraca, mas também eram as outras, como o Al Hilal. A minha principal crítica vai para o uso excessivo ou o dar demasiado poder ao Talisca, mas eu também consigo entender. A dupla Ronaldo-Talisca era forçada e ambos queriam ser o finalizador. Talisca em nenhum momento mudou a sua mentalidade e isso tem que passar pelo Rudi Garcia. Portanto, no Al Nassr, trabalho fraco.
No Napoli, temporada 23-24, foi despedido em cinco meses por, mais uma vez, não conseguir ser constante. A equipa do Napoli queria, naturalmente, voltar a ser campeão, como tinha feito na temporada passada, mas o Rudi Garcia deixa-os por volta da quarta posição, já claramente sem possibilidades mentais de lutar por algo. A equipa do Napoli acabou por baixar ainda mais de rendimento mesmo após a saída dele, mas o Rudi não fez propriamente um bom trabalho.
Chegamos à seleção da Bélgica, que já não é a geração de ouro. Tens os jogadores cada vez mais velhos e ele até fez um trabalho sólido em alguns momentos. Neste Mundial que acabou de terminar, a fase de grupos foi horrível. Em nenhum momento conseguiu ligar o ataque de forma consistente, passa em primeiro num grupo sem grandes dificuldades, consegue um milagre contra o Senegal, humilha os EUA e perde para a Espanha, sendo ainda assim a única seleção a marcar aos espanhóis no torneio.
Esta inconstância está sempre presente. Tu não consegues olhar para o Rudi Garcia e ver um treinador de topo que te garante títulos de forma consistente.
Conclusão
Os últimos três trabalhos foram, no geral, mais negativos do que positivos. Há qualidade suficiente para continuar a ter mercado, mas qualquer clube de topo que o contrate tem que perceber exatamente isto: dificilmente vai ter estabilidade e consistência ao mais alto nível.

