· 2 min de leituraNeste Sevilla vs Barcelona analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Sevilla chegava a este jogo com um início de temporada muito melhor do que aquilo a que nos habituou, mas o desafio de hoje era de outro nível. O Barcelona tinha vencido os seis jogos da liga, marcado 28 golos e tinha Raphinha como artilheiro, com nove.
A missão do Sevilla, treinado por Luis García, era sobretudo competir e evitar uma goleada. E, durante uma parte do jogo, conseguiu fazer muito mais do que isso.
O Sevilla não entrou recuado. Manteve-se alto, tentou jogar e conseguiu equilibrar os primeiros minutos, apesar de Yamal já ter obrigado Vlachodimos a uma grande defesa aos 7′.
Aos 19′, veio a surpresa. Agoumé lançou Félix Correia, que ganhou o duelo a Eric García, cruzou e Fofana antecipou-se a Cubarsí para cabecear para o 1-0. O Sevilla estava na frente e, sinceramente, a exibição justificava a vantagem.
Mas este Barcelona tem jogadores capazes de mudar um jogo sozinhos. Aos 22′, Christensen encontrou Raphinha, que fez um fake shot, deixou Sangante literalmente no chão e rematou com o pé direito. Um golo absurdo do brasileiro para o 1-1.
O Sevilla continuou a criar problemas, sobretudo pelo lado esquerdo, onde Félix Correia e Suazo estavam muito ativos. Do outro lado, o Barcelona não parecia tão confortável e o jogo estava muito mais equilibrado do que seria esperado.
Félix Correia estava a fazer uma grande primeira parte, assim como todo o Sevilla coletivamente. Aos 45+4′, chegou mesmo a existir uma enorme oportunidade depois de um toque de calcanhar fantástico de Fofana, mas Rodri apareceu com um corte fundamental.
O ambiente também era hostil para Yamal, assobiado sempre que tocava na bola. O Barcelona estava vivo, mas longe de dominar.
Na segunda parte, tudo mudou. Aos 52′, Yamal recuperou uma bola dentro da área, insistiu junto à linha final e cruzou para Raphinha, que ganhou novamente a frente a Sangante e cabeceou para o 1-2. Segundo golo do brasileiro e reviravolta do Barcelona. A partir daqui, começou a aparecer a diferença entre as duas equipas.
O Sevilla praticamente deixou de existir ofensivamente. Aos 66′, tinha apenas 24% de posse na segunda parte e zero remates. O Barcelona instalou-se no meio-campo ofensivo e passou a jogar exatamente como gosta.
Aos 69′, Yamal voltou a aparecer, lançou Raphinha nas costas da defesa e o brasileiro fez um chapéu perfeito ao guarda-redes. Hat-trick, 12 golos na liga e, ainda mais absurdo, segundo hat-trick consecutivo. Nos últimos dois jogos, são seis golos. Raphinha está simplesmente imparável. Yamal, com duas assistências, também fez um jogaço.
O Sevilla ainda teve momentos para marcar, mas Gordon desperdiçou duas oportunidades de forma ridícula, falhando completamente o tempo da bola em ambas. Vlachodimos ainda evitou uma derrota mais pesada com grandes defesas no fim.
Pós-jogo
O 1-3 acaba por ser justo. O Sevilla fez uma excelente primeira parte e mostrou que o trabalho de Luis García está a produzir uma equipa competitiva. Mas num jogo posicional prolongado, este Barcelona é simplesmente demasiado forte. E quando Raphinha está neste nível, torna-se ainda mais difícil pará-lo.


