· 2 min de leituraNeste Al Hilal vs Neom analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Al Hilal chegava a esta sexta rodada da Saudi Pro League com cinco vitórias em cinco jogos e como grande favorito a tudo na Arábia Saudita e na Ásia. Do outro lado estava um Neom sem grandes estrelas, mas com um começo interessante de campeonato. Com Watkins e Martinelli a fazerem o primeiro jogo como titular, esperava-se mais uma noite tranquila para o Hilal.
Só que o futebol não quis saber das previsões.
O Neom entrou sem medo e, nos primeiros minutos, até teve mais bola. Não era uma posse particularmente perigosa, mas mostrava que a equipa não vinha simplesmente para estacionar o autocarro. Lacazette ainda foi o primeiro a obrigar um guarda-redes a defender e o jogo estava equilibrado.
Até que chegou o primeiro choque. Aos 15’, num canto, a bola sobrou para Al Sadd, que rematou contra um jogador do Hilal. A bola voltou a subir e Koulibaly tentou afastar de cabeça, mas acabou por mandar diretamente para a própria baliza. Autogolo. 0-1. Ninguém esperava ver o Neom na frente, muito menos desta maneira.
O Al Hilal passou então a controlar mais a posse, mas controlar não significava criar. A equipa tinha a bola, empurrava o Neom para trás, mas faltavam ideias e velocidade. Watkins ainda teve uma boa oportunidade de cabeça após cruzamento de Summerville, mas acertou diretamente em Bulka. E Martinelli? Perdido pelo lado direito, muito longe do impacto que se esperava na estreia.
E quando parecia que o Hilal iria para o intervalo apenas com um golo de desvantagem, sofreu outro golpe. Aos 45’, canto para o Neom, Milinkovic-Savic tira a bola de cabeça, mas a bola continua na área, na região do segundo poste. Lacazette ganha no ar, cabeceia ao travessão e Koné aparece primeiro para empurrar para dentro. 0-2. Mais uma vez, uma defesa completamente perdida do Hilal numa bola parada.
A primeira parte era simplesmente fraca do favorito. 61% de posse, nove remates, mas apenas dois enquadrados. O Neom tinha menos bola, mas estava na frente e com mérito.
No intervalo, o Hilal mudou tudo. Dois defesas saíram, Rúben Neves recuou para central e a equipa tornou-se claramente mais ofensiva. Finalmente começou a jogar perto da área do Neom e Kanno teve uma oportunidade enorme, mas Bulka fez uma defesa absolutamente absurda.
O guarda-redes do Neom estava a ter uma noite de sonho. Watkins voltou a aparecer pelo ar e novamente Bulka defendeu. O Hilal insistia, mas continuava sem conseguir transformar domínio em golo. Martinelli, entretanto, teve uma estreia para esquecer, chegando até a sofrer um chapéu que resumiu bem a sua noite.
Lacazette, do outro lado, fez um jogo de enorme inteligência. Sabia quando acelerar, quando procurar a falta e quando simplesmente parar o jogo. Era claramente o jogador com outro nível naquele ataque do Neom.
O Hilal terminou a partida a tentar de tudo, até com três avançados, mas continuava sem encontrar o caminho. Meite ainda acertou no poste nos descontos, mas já era tarde.
Pós-jogo
O Neom conseguiu uma vitória histórica por 2-0. O Al Hilal perdeu pela primeira vez na liga e, mais do que perder, deixou uma imagem muito preocupante. O talento continua lá, mas hoje faltaram ideias, criatividade e, sobretudo, concentração defensiva.


