Al Shabab 2 – 4 Al Nassr | Análise

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Neste Al Shabab vs Al Nassr analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há jogos que começam perfeitos e depois obrigam-te a provar que és mesmo candidato. Este foi exatamente isso para o Al Nassr. Entrada fortíssima. Aos 3’, tudo simples e eficaz. Mané ganha espaço pela esquerda, cruza, a defesa do Al Shabab falha completamente o alívio, dois jogadores na bola, ninguém resolve, e ela sobra limpa para Félix. De frente, sem pressão, remate de voleio. 0-1. Começo ideal.

E antes que o jogo assentasse, mais um golpe. Aos 10’, construção rápida, bola levantada para a área e Félix aparece outra vez. O cabeceamento é estranho, quase sem ângulo, parece até um desvio para o meio, mas sai na direção perfeita e entra junto ao poste mais afastado. 0-2.

O Al Nassr parecia ter o jogo na mão. Controlava, defendia melhor do que no último jogo e ainda criava perigo, muito por causa do lado esquerdo com Mané sempre ativo. Mas há sempre aquele momento que muda o ritmo. Aos 30’, erro puro. Perda de bola inacreditável no meio-campo, tentativa de falta que falha e Carrasco aproveita. Conduz, puxa para dentro e finaliza com qualidade. 1-2.

E aqui muda tudo. O Al Shabab cresce, acredita, sobe linhas. Já não é só reagir, passa a disputar o jogo. Ainda antes do intervalo, há até uma bola ao travessão que mostra bem essa mudança de energia. O Al Nassr, que parecia confortável, entra numa fase mais instável.

E a segunda parte confirma isso. O Al Shabab entra melhor, mais agressivo, mais presente no meio-campo ofensivo. O Al Nassr perde intensidade, começa a baixar demasiado e deixa o jogo vivo. Há momentos de perigo real, remates, aproximações constantes. A sensação é clara: o empate está perto.

Mas é nestes momentos que as equipas grandes têm de aparecer. E o Al Nassr apareceu. Aos 75’, jogada bem construída, com calma. Félix abre o jogo, Mané recebe na esquerda, levanta a cabeça e encontra Cristiano no sítio certo. Passe rasteiro, timing perfeito e finalização simples, de primeira. 1-3. Um golo que vale mais do que parece, porque trava o melhor momento do adversário e devolve controlo emocional.

Mas nem assim o jogo fecha. Aos 80’, erro defensivo grave. Linha mal feita, ninguém acompanha, bola na área e Al-Bulaihi aparece sozinho. Estica a perna e reduz. 2-3 e outra vez tudo em aberto.

O Al Nassr volta a ter de lidar com a pressão, com o medo de deixar escapar pontos num momento decisivo da época. O jogo fica partido, nervoso, com decisões rápidas e pouca organização.

Até que, já nos descontos, o momento final. Falta dentro da área, penálti claro. Aos 90+7’, Félix assume, bate com confiança e fecha o jogo. 2-4. Hat-trick e, mais do que isso, uma resposta num jogo onde o controlo nunca foi total.

Porque o Al Nassr mostrou qualidade, mas também mostrou que ainda sofre demasiado quando é pressionado.

Pós-jogo

Vitória obrigatória e cumprida, mas longe de ser tranquila. O Al Nassr continua na frente, mas com sinais de fragilidade que podem custar caro.

Estatísticas no final do jogo

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