Argentina 2 – 0 Áustria | Análise

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Neste Argentina vs Áustria analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Era um jogo com peso real no grupo, mas começou de forma meio caótica, meio tensa. A Argentina entrou melhor, mais ligada, e rapidamente criou uma situação que parecia clara. Lautaro ganha na frente, cai na área, o lance segue, mas depois o VAR chama e há penálti.

Aos 8’, Messi assume. E aqui muda logo o tom do jogo. Bate mal, mesmo mal, nem enquadra, e dá vida à Áustria. Não é só um penálti falhado, é um momento emocional. A Áustria cresce, acredita, começa a ganhar duelos físicos e a levar o jogo para um terreno mais dividido.

Durante largos minutos, a Argentina perdeu controlo. Muito espaço entre setores, muita gente à volta da bola, pouco critério. A Áustria não criava muito, mas incomodava. E isso já era suficiente para equilibrar.

Mesmo assim, quando a Argentina consegue ligar jogo, cria perigo. Messi aparece várias vezes entre linhas, combina, acelera, e num desses momentos quase marca, com Alaba a cortar em esforço e Schlager a evitar o pior.

O jogo ia ficando mais físico, mais faltoso, mais interrompido. Pouco fluido, muito contacto, e um árbitro que deixava jogar demasiado.

Até que aparece o momento que muda tudo. Aos 39’, jogada pela esquerda, Medina recebe e mete na entrada da área. Almada, com inteligência, deixa a bola passar entre as pernas e engana toda a gente. Messi aparece e finaliza com qualidade. Um golo construído com detalhe, leitura e frieza. E mais do que isso, um momento histórico.

A partir daí, a Argentina acalma. Não explode, mas controla melhor. A Áustria perde um pouco daquela energia que tinha ganho com o penálti falhado.

A segunda parte nunca teve grande ritmo. Foi mais disputada do que bem jogada. A Áustria tentou, mas sempre de forma muito previsível. Cruzamentos sem grande critério, decisões apressadas e pouca presença realmente perigosa na área.

Sabitzer ainda tentou de bola parada, Gregoritsch apareceu num cabeceamento, mas nada que realmente colocasse o jogo em risco. Faltava qualidade no último gesto.

Do lado da Argentina, também não houve grande aceleração. A equipa parecia confortável com o resultado, sem querer arriscar demasiado. Messi continuava a ser o ponto de ligação, mas o jogo não pedia muito mais.

Ainda houve um cabeceamento perigoso de Nico González num canto, mas foi mais um aviso do que uma ameaça real.

Já nos últimos instantes, quando o jogo parecia morrer, surge o segundo. Aos 90+5’, bola na esquerda, defesa inicial de Schlager, a bola sobra e Messi insiste. Vai puxando, remata, é bloqueado, volta a insistir e à segunda consegue meter lá dentro. Um golo de persistência, quase teimosia. 2-0.

Pós-jogo

Messi decide, mesmo com penálti falhado. A Argentina não encantou, mas foi mais eficaz nos momentos chave.
A Áustria competiu, mas foi sempre curta ofensivamente.

Estatísticas no final do jogo

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